Jaime Filipe Ramos diz que “deputados do BE, PS e PCP são coniventes com a vergonha”

David Spranger

Está fechado o dossiê ‘Orçamento de Estado’ e nada mais há a fazer que não seja aquilatar as consequências negativas do seu impacto para a Madeira. Este o mote para a intervenção e Jaime Filipe Ramos, esta manhã na ALM, aquando da sua intervenção no período antes da ordem do dia, em que não poupou PS, BE e PCP.

Essencialmente, o líder parlamentar do PSD evidenciou aquilo que considera ser uma postura antagónica do PS, PCP e BE, cujo os deputados na Madeira mostram “muita solidariedade” e depois “não encontram correspondência nos de lá”.

Um a um, foi dissecando os pontos em que na ALM os ditos partidos têm uma opinião cá e uma outra lá. Em matéria de juros, dívidas dos sub-sistemas de saúde, apoio aos emigrantes que regressam da Venezuela, novo hospital, revisão do subsídio de mobilidade… tudo chumbado e não inserido no OE, com claros prejuízos para a Madeira, conforme releva.

A não aprovação da proposta de redução do IVA nas habitações reabilitadas na sequência de catástrofes, foi um dos exemplos. Neste particular, Jaime Filipe Ramos contou mesmo com a preciosa ajuda de João Paulo Marques, que constatou que “chegamos ao ridículo da Região ter de pedir a Lisboa para receber menos receitas”.

Após enumerar muitos outros pontos propostos por PSD e CDS, e que acabaram por ser reprovados nesse OE à conta, também, dos votos dos deputados do BE, PCP e PS, incluindo os eleitos pela Madeira. Jaime Ramos não tem dúvidas que os “deputados do BE, PS e PCP são coniventes com a vergonha”.