PS Madeira: Declarações de administrador da TAP são inaceitáveis

"As declarações proferidas pelo administrador não executivo da TAP, Diogo Lacerda Machado, que resume a "entretenimento" as justíssimas reivindicações e queixas dos madeirenses e porto-santenses, nomeadamente a exorbitância dos preços no Natal e Fim-de-Ano, mas também no início do Verão são, a todos os títulos, inaceitáveis", referiu em comunicado o presidente do PS Madeira, Carlos Pereira.

O representante do partido acrescentou que "acusar os madeirenses e porto-santenses de se entreterem com esta grave situação (...) é uma tremenda desconsideração e falta de respeito que deve ser corrigida o quanto antes".

Na mesma nota, Carlos Pereira acrescentou que "ninguém, em Portugal, compreende que os contribuintes injectem dinheiro numa empresa para esta se comportar, em todos os momentos e em todas as circunstâncias, como um player totalmente privado e dependente exclusivamente das regras de mercado (...). Não foi para isso que os portugueses e os madeirenses e porto-santenses estiveram do lado da reversão da privatização."

Salientando que a administração não executiva da TAP tem um representante madeirense que "saberá explicar a situação em causa", enquanto isso não acontece, o partido pede a Diogo Lacerda Machado que "meta a mão na consciência e se desculpe desta falha grave".

"Estamos certos que não corresponde ao entendimento que o governo do PS, na República, tem da Ultraperiferia e da Autonomia, bem como das necessidades que os madeirenses e porto-santenses têm em que o Estado assegure a continuidade territorial, ajudando a minimizar os constrangimentos decorrentes da nossa condição insular e ultraperiférica", conclui Carlos Pereira.