Presidente da Cruz Vermelha na Madeira lamenta pouca preocupação com os que socorrem

O presidente da delegação na Madeira da Cruz Vermelha Portuguesa considera que falamos muito nos planos de emergência, nos meios em falta nos bombeiros e nas demais corporações de socorro e falou-se muito na falta de dinheiro. "Em milhões e mais milhões", disse.

Tudo isto após a aluvião do 20 de fevereiro e também depois dos incêndios de 2016 e noutras tragédias que têm atingido a Madeira. Contudo, pouco se fala do património mais precioso: as pessoas. Tanto as que sofreram as consequências dos trágicos eventos, como aquelas que tentaram socorrê-las e se depararam com cenários passíveis de lhes causarem traumas.

As palavras de Rui Nunes foram proferidas na sessão de abertura do Seminário "Factores de Risco nas Equipas de Emergência", que decorre, desde as 14 horas de hoje, no Centro de Estudos de História do Atlântico (CEHA). A sessão contou também com a presença do secretário regional da Saúde, o qual destacou a importância que tem sido dada aos que estão na linha da frente no socorro. Pedro Ramos aproveitou a oportunidade falar não só no apoio aos meios humanos como no plano ativado para a intervenção em situações de emergência, criado depois de a aluvião de 20 de Fevereiro. Plano esse que tem sido objeto de uma resposta positiva.

O Seminário que hoje decorre, em colaboração com a Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, visa alertar para a importância de proteger a capacidade psicológica daqueles que socorrem. Representantes de várias áreas dão os seus testemunhos.

Refira-se que logo após à sessão de abertura, foi assinado um protocolo de cooperação entre a delegação da Cruz Vermelha da Madeira a Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto, através do qual, vão ser aprofundados os estudos realizados aos voluntários da delegação.