Desemprego jovem desceu 38% na RAM

Susy Lobato

O Instituto de Emprego da Madeira verificou, em 2016, uma descida de 38% na população jovem desempregada, relativamente ao ano anterior.

Números que, segundo a secretária regional da Inclusão e dos Assuntos Sociais, são o resultado de uma aposta clara «no empreendedorismo, nos programas de emprego e, também na requalificação dos jovens».

Rubina Leal, que falava esta manhã à margem de uma visita ao Fórum da Empregabilidade, a decorrer até esta sexta-feira na Universidade da Madeira (UMa), destacou o apoio que tem sido dado aos novos empreendedores, tendo aproveitado para transmitir que, em 2016, o Governo Regional apoiou com 5,6 milhões de euros projetos de empreendedorismo, que permitiram a criação de mais de 900 postos de trabalho.

«Não negamos a taxa de desemprego que temos, mas não somos a mais alta do país», sublinhou, referindo que, de momento, estamos em 11% e que, no início do mandato, a taxa de desemprego era de 15,8%.

A propósito do evento de empregabilidade, a governante enalteceu a importância deste tipo de iniciativas destinadas aos jovens que estão no ensino superior e que se preparam para entrar no mercado de trabalho, sobretudo para transmitir-lhes a existência de programas que apoiam os jovens numa primeira fase. Nesse sentido, Rubina Leal referiu que, sobretudo as empresas privadas, acabam por absorver os jovens que fazem os estágios profissionais.

Além disso, prosseguiu, «o nosso contacto com esta população é importante porque ajuda-nos a agilizar alguns procedimentos», tendo, inclusive, recebido da parte dos alunos a informação de que é preciso «trabalhar mais em termos de aplicações informáticas, de forma a que os jovens tenham uma linguagem mais próxima e mais acessível».

Para colmatar essa necessidade, a secretária regional lembrou a existência de um curso direcionado a jovens com formação na área das engenharias, no qual, de momento, cerca de 30 engenheiros estão a ser dotados de competências para trabalhar na área da programação. «Vamos tentar que estes mesmos engenheiros possam trabalhar em aplicações dos nossos programas, de forma a adaptá-los com uma linguagem mais adequada aos jovens», mencionou.

Por seu turno, o reitor da UMa optou por enaltecer o facto de existirem cada vez mais empresas a participarem no Fórum de Empregabilidade, tendo ainda sublinhado o conjunto de ações que decorrem até amanhã, nomeadamente pela possibilidade de os jovens estabelecerem contactos com personalidades do mundo empresarial.

José do Carmo referiu que, de momento, na UMa, estão a terminar o curso cerca de 600 estudantes.