Organismo da ‘Gonçalves Zarco’ considerado “elite das Universidades Sénior de Portugal”

Paula Abreu

A Universidade Sénior Gonçalves Zarco (USGZ) celebrou, ontem, dia 29 de novembro, o Dia Nacional das Universidades Seniores, tendo para o efeito contado com a presença do presidente da Associação Rede de Universidades da Terceira Idade (RUTIS).

Segundo nota de imprensa da escola, Luís Jacob, deslocou-se propositadamente à Madeira para conhecer melhor o trabalho que desde 2015 se faz naquela que é “uma das três Universidade Seniores que funcionam numa escola, num total de 400 Universidades, que movimentam cerca de 70 mil seniores e 5 mil professores voluntários”.

Presentes estiveram os alunos seniores da USGZ, os seus professores, alguns dos quais voluntários, bem como a coordenadora, a docente Maria do Céu Barcelos, para além de uma turma de terceiro ciclo do ensino básico (7º7), que há dois anos a esta parte trabalha em parceria com os seniores.

“Fazendo as honras da casa, numa sala de sessões bem composta, a coordenadora do Projeto USGZ começou por referir que “somos uma universidade com 7 anos de existência e sobrevivemos a todas as dificuldades porque somos apadrinhados pela Direção Regional de Educação, que nos atribui um crédito horário, que nos permite ter 9 disciplinas a serem lecionadas por professores da escola”, sem esquecer “todo apoio e colaboração desde sempre manifestados pelos Conselhos Executivos” do nosso estabelecimento de ensino.

Prosseguindo no seu raciocínio, aquela docente fez saber que “a Universidade Sénior Gonçalves Zarco conta, também, com professores voluntários”, tendo aproveitado a oportunidade para “agradecer toda a colaboração que desde a primeira hora têm dado”, para de imediato acrescentar que “acredito que este nosso projeto tem uma enorme influência na vida dos nossos seniores”, na medida em que contribui para “combater o isolamento, ocupar os tempos livres e melhorar a saúde física e mental dos nossos alunos seniores”.

“É extremamente benéfico para a escola e para os seus alunos seniores o contacto diário com os alunos jovens, com quem os seniores têm enorme empatia”, sendo que “essa interação tem permitido a criação de muitas atividades divertidas entre as várias gerações de alunos, proporcionando novas e inesquecíveis experiências, tanto aos miúdos como aos graúdos”.

Por sua vez, Luís Jacob afirmou que fez questão de conhecer pessoalmente a Universidade Sénior Gonçalves Zarco, tecendo “rasgados elogios” à forma de trabalhar da USGZ.

“É extremamente importante desmistificar a ideia de que os cidadãos mais velhos já não fazem nada”, sublinhou, enaltecendo todo o trabalho meritório que desde o ano de 2015 vem sendo feito por todos aqueles que à Universidade Sénior Gonçalves Zarco estiveram e/ou estão ainda ligados. “Gostaria de ver este modelo de Universidade Sénior implementado em muitos outros sítios”. “A Gonçalves Zarco é diferente. É uma elite das Universidades Sénior de Portugal”, realçou.

A finalizar, Luís Jacob referiu que “Esta Universidade tem o privilégio de trabalhar com alunos dos vários ciclos de ensino”, pelo que “o que é feito, e muito bem, é uma partilha de conhecimentos para estabelecer pontes entre os mais velhos e os mais novos”.