POCIF pode ser prolongado se houver necessidade

Carla Ribeiro

O secretário regional da Saúde assegurou, esta tarde, à comunicação social, que o POCIF (Plano Operacional de Combate aos Incêndios Florestais ) não é estático e poderá adaptar-se a outros períodos do ano, caso se verifique que assim é necessário. Disse que há um estudo que indica que o período de 15 de junho a 15 de outubro é aquele que corresponde à época de mais incêndios mas, em virtude da evolução das temperaturas, o mesmo poderá ser prolongado.

Pedro Ramos falava aos jornalistas durante a cerimónia de balanço do POCIF de 2017, que decorreu de 15 de junho a 15 de outubro. Na iniciativa de balanço, que contou com a presença da secretária regional do Ambiente e do presidente do Serviço Regional de Proteção Civil da Madeira, o titular da pasta da Saúde, que tutela também a proteção civil, concluiu que o POCIF "é um programa de sucesso pelos números que conseguimos apresentar e porque conseguimos proteger os bens da população de uma maneira mais eficiente".

José Dias, presidente da Proteção Civil da Madeira, realçou que o desígnio foi cumprido. Ainda assim, registaram-se incidentes. Estiveram no terreno, 1692 equi+as de combate aos incêndios florestais, com 5126 operacionais. Percorreram-se 108685 km. Os Bombeiros de Câmara de Lobos foram aqueles que mais foram chamados para queimadas não autorizadas (145), segundo-se os da Ribeira Brava (com 44) e os de São Vicente e Porto Santo, com 39. Das 416 ocorrências registadas pelas ECIF, 276 tiveram a ver com queimadas não autorizadas, 84 com incêndios em mato, 24 com incêndios florestais, 18 com incêndios agrícolas e 14 com queimadas autorizadas.

Quanto a custos, o POCI 2017 gastou quase 162 mil euros (em 2016, foram gastos 183 mil euros). No entanto, o presidente do Serviço Regional de Proteção Civil realça que isto não significa que houve menos investimento. O que acontece é que como houve menos incêndios, gastou-se menos. Mas as prevenções e os quilómetros percorridos, foram feitos na mesma.