'Até ao lavar dos cestos é vindima' na Ponta Delgada

Daniel Faria

A Casa do Povo de Ponta Delgada, a exemplo dos anos anteriores, organiza o evento “Até ao Lavar dos Cestos é Vindima”. Nos dias 24 e 25 de setembro de 2022, estaremos em festa. Será uma oportunidade para divulgar e promover a cultura madeirense num espaço descentralizado. Além disso, será palco de análise e de temáticas socioculturais da atualidade, especialmente no que confere às zonas rurais.

As atividades organizadas ao longo dos 2 dias, vão desde exposições temáticas, palestras e quadros vivos da azáfama da vindima.

Os participantes de alguns sítios da freguesia apresentam a sua criatividade tendo em conta os requisitos sugeridos pela instituição: apresentar um objeto ou adereço relacionado com a azáfama das vindimas, um arranjo com uvas, ou uma bandeja com produtos da terra utilizados na refeição da vindima. Grupos convidados apresentam uma marcha com adereços alusivos às vindimas e desfilam na rua Dr. Horácio Bento de Gouveia, em frente à Praça do Romeiro. Neste local existe uma latada onde é feita a apanha das uvas pelos participantes e convidados. Ainda um lagar onde é feita a repisa das uvas trazidas pelos participantes, ora do desfile, ora da colheita feita neste local. Depois faz-se a lavagem dos cestos no local, num espaço existente com um pequeno tanque de água, onde os cestos são mergulhados na água a recordar a lavagem dos cestos de antigamente na água salgada do mar. Finalmente é feito um “panelo” cozido à lenha no local, para ser degustado pela população, pelos convidados e pelos grupos que desfilam no cortejo.

O enfoque desta festa centra-se no primeiro dia do evento. É preparado um panelo com produtos da terra (feijão, maçaroca de milho, batata-doce, semilha, pimpinela), trazidos pelos participantes no desfile e que depois são cozinhados à lenha em panelas colocadas numa lareira recordando como era antigamente. No mesmo espaço, em mesas improvisadas, é servido o “panelo”, que é avaliado pelo sabor, apresentação e tradição dos costumes.

De seguida, ao som de uma banda filarmónica, os grupos participantes entoam cantigas de roda e apresentam seus usos e costumes.

É de salientar ainda, as atuações dos vários grupos de marchas (Casa do Povo de São Martinho, Casa do Povo de Santa Cruz, Casa do Povo de Serra de Água, Grupo Folclórico de Santa Cruz, Associação Cultural Recreativo do Alecrim e Flores de Maio- Os Borracheiros).

No que se refere à animação, contamos Também com a presença de alguns grupos da Tuna Universitária da Madeira (TUMa),” a Bandas Filarmónicas de Santo António, Grupo de Fados Contratempo e o Buzico e sua Banda.

Quanto às exposições, as mesmas são diversificadas, desde decorações criativas, arranjos florais e bandejas com produtos da terra e cultivo local. Também estarão patentes as exposições alusivas à pintura, escultura, arte tradicional e moderna. A Casa do Povo expõe trabalhos organizados pelo Centro de Convívio da Casa do Povo de Ponta Delgada, de modo a divulgar os trabalhos realizados quer pelos alunos do EBR (Ensino Básico Recorrente) quer pelos utentes desta instituição. Estas exposições podem ser visitadas diariamente em horário de expediente e durante o evento.

Em termos de divulgação, pretende-se dar a conhecer ao público em geral, todas as iniciativas realizadas ao longo dos dois dias, através da divulgação nos jornais, programas de rádio. Recorremos também, à preparação de material informativo, concretamente flyers e cartazes para divulgação do evento e do seu programa, junto da população local e fora do concelho.

Este evento para além de homenagear e preservar a cultura local, é marcado pela forte componente da cultura tradicional, popular e artística regional. A vasta variedade de atrativos apela a diversos públicos. A multiplicidade de informação apela também à sua divulgação e ao seu registo em plataformas digitais.