Pedro Ramos assegura, com números, que resposta do SESARAM melhorou em 2021

Paula Abreu

“Em 2021, mesmo em pandemia, tivemos melhores resultados do que em 2019 e 2020, nas cirurgias, nas consultas e nos meios complementares de diagnóstico e terapêutica”.

A garantia foi dada esta manhã pelo secretário regional de Saúde e Proteção Civil, na divulgação, em conferência de imprensa, do relatório de atividade do Serviço Regional de Saúde em 2021.

Comentando que, por causa da pandemia, os anos em análise não deviam ser comparados, Pedro Ramos fez precisamente isso. “em 2019, fizemos mais de sete milhões de atos assistenciais e mais de 19 mil internamentos. Em 2020, fizemos mais de seis milhões atos clínicos e 18 mil internamentos, houve uma redução. Mas, em 2021, ainda em plena pandemia, fizemos quase nove milhões de atos assistenciais e mais de 20 mil internamentos”.

O Serviço de Saúde apresentou ainda, no relatório, os dados já contabilizados de atos no primeiro semestre, de mais de 4,4 milhões de atos assistenciais e, relativamente ao primeiro trimestre apenas, mais de 4.800 internamentos.

O governante enalteceu o trabalho dos profissionais de saúde, “que não param”. Um dos dados divulgados foi que, em período de pandemia, o número de médicos, enfermeiros e técnicos de saúde aumentou em mais de 700, estando atualmente o SESARAM dotado com mais de seis mil profissionais.

Pedro Ramos sublinhou que o relatório agora apresentado “mostra os números de atividade do SESARAM a todos os níveis e não a interpretação que muitas vezes é realizada e transmitida de uma forma negativa e alarmante”.

Lembrou ainda o início, no ano passado, do Programa Estratégico de Recuperação da Atividade Clínica, pelo valor de seis milhões de euros, e do orçamento de 123 milhões de euros para a covid-19, nos dois últimos anos.

Quanto às cirurgias, de salientar que, em 2019, foram efetuados 12.918 atos nos hospitais, 11.041 em 2020 e, em 2021, foram 13.501. O ano de 2021 fechou com cerda de 20 mil pessoas em lista de espera para ato cirúrgicos.

Relativamente aos tempos de espera no Serviço de urgência, que também viu aumentar o número de atendimentos, estes “cumprem as recomendações”. Segundo o secretário regional, em 2021, o tempo médio de espera após a triagem é na ordem dos 30 minutos. 86,6% dos doentes foram observados nos tempos preconizados e recomendados melhorando até em relação aos anos anteriores. Nos ‘amarelos’ e ‘laranjas’, que correspondem aos casos urgentes, o atendimento foi de 71% e 86,7% nos tempos recomendados. Os poucos urgentes e não urgentes, têm taxas de observação em tempo útil na ordem dos 92% e 88%.

Pedro Ramos afiançou que “o serviço de urgência do SESARAM continua a cumprir a sua missão mesmo nestes casos pouco urgentes e não urgentes. Quanto ao tempo de permanência no SU, 70% esperaram menos de seis horas e 30% esteve mais de seis horas e, muitos dos doentes tiveram de ser internados. “O tempo de permanência no Serviço de urgência é um tempo de humanização, em que os profissionais analisam a situação do paciente, fazem análises e exames vários”, sublinhou o governante.

Depois de enumerar vários dados relacionados com a atividade do SESARAM, Pedro Ramos afiançou que “continuaremos a trabalhar para melhorar os indicadores de saúde na Região, em resposta aos novos desafios de saúde pública, às alterações climáticas e à digitalização”.