Coligação Confiança apresentou queixa a organismo europeu sobre “má utilização” dos fundos comunitários no Funchal

Edna Baptista

A Coligação Confiança fez hoje saber que submeteu esta quarta-feira uma queixa junto do Organismo Europeu DE Luta Antifraude (OLAF) acerca da “má utilização de fundos comunitários no Funchal”, em especial “com a destruição da ciclovia” em curso.

“Essa queixa foi apresentada junto da entidade que gere os fundos comunitários a nível europeu, da Direção Geral para as Políticas Regionais e Urbanas e ainda da Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna, que é quem gere os fundos comunitários em Portugal”, informou Miguel Silva Gouveia, em declarações à margem da reunião camarária que decorreu esta manhã.

Segundo avançou o vereador da oposição, a União Europeia já solicitou à entidade de gestão regional explicações sobre a aplicação dos fundos comunitários na Madeira.

“Temos tido muitas pessoas que nos têm abordado a querer subscrever esta queixa que a Confiança fez, uma vez que se sentem indignadas pela destruição que está a ser feita de uma obra que visa, em último caso, melhorar a vida a todos aqueles que vivem, trabalham e visitam o Funchal”, asseverou.

Em resposta, Pedro Calado, presidente da edilidade, informou que tomou conhecimento desta queixa através de um pedido feito aos serviços camarários por parte do grupo parlamentar do PS da Assembleia Municipal, deplorando a “postura do PS-Madeira e da Coligação Confiança, que pelos vistos em vez de trazer soluções boas para a cidade, vão estar entretidos com problemas judiciais.

“Eles ainda não perceberam que perderam as eleições. Passados oito meses, continuam neste sentimento de nada para acrescentar e de nada de positivo para trazer às pessoas, apenas nesta tentativa de ‘vingançazinha’. Não perceberam que um dos pontos fulcrais da perda das eleições foi, efetivamente, a ponte do Ribeiro Seco e da ciclovia. Ninguém gostava daquele projeto”, frisou o autarca, que lembrou que uma das primeiras promessas feitas pelo ‘Funchal Sempre à Frente’ foi retirar a ciclovia, por considerar que “não vale a pena alimentar um problema, quando sabemos que as pessoas não estão satisfeitas”.

Conforme recordou Pedro Calado, a reformulação da empreitada em causa representou um investimento adicional de 150 mil euros, os quais foram derramados na alteração do projeto na zona do Fórum e na melhoria de outros aspetos.

“Da ponte do Ribeiro Seco até uma unidade hoteleira, antes da Travessa do Valente, havia um espaço da ciclovia que não era utilizado por ninguém e era até um atentado à segurança. É essa a explicação que vamos dar a quem de direito. Eles que se vão entretendo com processos judiciais e nós vamos fazendo as obras para melhorarmos a qualidade de vida do povo”, rematou o edil.