Criança autista espera por uma consulta de terapia da fala na Madeira há mais de três anos

Paula Abreu

Adélia Abreu desespera enquanto aguarda pela terapia da fala para o seu filho de cinco anos, autista.

A mãe, de um outro menino de sete anos, também autista, mas com um espectro mais alto (e que não fala), vê que o filho mais novo tem vontade de falar e de aprender a falar, pronuncia palavras, mas precisa de acompanhamento profissional, atendendo à sua condição de autismo. Há mais de três anos que deu o nome do filho para a consulta da especialidade, mas “nunca foi chamado”.

Das várias insistências que fez, ficou a saber que “no hospital tinham perdido o cartão da lista de espera” da sua criança, pelo que estaria referenciada apenas desde o ano passado. Com anos de luta pelos direitos do filho, como sublinhou, a progenitora disse ao nosso Jornal que o menor tem sido prejudicado na sua própria infância.

“Roubaram cinco anos de vida de uma criança autista”, acentuou, revoltada, considerando grave a perda do cartão do filho, tratado “como um objeto” pelos serviços em causa. “Como perderam o cartão, esqueceram-se completamente do meu filho. É uma vergonha”. A sua revolta aumenta quando sabe que crianças mais novas do que o filho e referenciadas mais tarde têm já acompanhamento na terapia da fala.

Leia mais sobre este caso na edição impressa deste sábado do JM.