'Funchal Pride' com seminário hoje às 18h30 e marcha sábado às 15 horas

Sofia Lacerda

É já hoje e amanhã que o 'Funchal Pride' promete marcar a diferença e sensibilizar todos para a importância de “viver na diversidade”.

O programa deste evento inclui a '1.ª Marcha do Orgulho LGBTI+' do Funchal, uma estreia na Madeira, que a organização, a cargo da rede 'Ex Aequo' em parceria com a 'Mad le’s Femme', acredita ir contar com uma enorme participação.

A concentração está agendada para este sábado, dia 7, às 15 horas, na Praça do Município (Largo do Colégio) e a marcha irá seguir até ao Jardim Municipal do Funchal, de forma pacífica, para defender e promover “uma sociedade igual em direitos, sem preconceitos, sem discriminação. Simplesmente onde todas as pessoas são iguais. Onde podemos viver na diversidade”, referem os promotores.

A festa continua, depois, com o 'Arraial Pride Funchal', no Jardim Municipal, que acolherá diversas artes, para agradar a todos os gostos: desde música, com Alexandra Barbosa e Nøun, a um espetáculo de transformismo a cargo da 'drag queen' Alecia Jesus, passando ainda por momentos de humor com o comediante Nuno Morna. Para quem prefere sons mais tradicionais, o Grupo de Folclore da Casa do Povo de Gaula levará a música regional madeirense ao palco do jardim.

'After-party' no Living Room

A promessa é de uma “madrugada cheia de cor”, já que, depois do Jardim Municipal, o 'Funchal Pride' continua no Living Room, para uma 'after-party' a partir da meia-noite, animada pelo DJ Michael Yang. Bem conhecido na noite madeirense, e não só, já passou por discotecas como o Marginal, Casino da Madeira, Café Teatro e Molhe, e até mesmo em clubes como A Capela, Music Box e o Clube da Esquina, em Lisboa.

Seminário no 'Espaço Paulo Martins'

Hoje, o 'Funchal Pride' terá uma vertente diferente, mas igualmente reflexiva, com o seminário de entrada livre 'Cidadania Fora do Armário: diversidade sexual, relacional e de género em Portugal', entre as 18h30 e as 20h30, no 'Espaço Paulo Martins'.

A oradora será a socióloga, investigadora e ativista Ana Cristina Santos, responsável pelo projeto de investigação Intimate – Cidadania, Cuidado e Escolha: a micropolítica da intimidade na Europa do Sul, um estudo sobre questões de vida íntima e familiar entre pessoas LGBTQ em Portugal, Espanha e Itália.