90 mil madeirenses vão ser chamados ainda este semestre para rastreio do cancro colorretal

90 mil madeirenses, entre os 50 e os 74 anos, vão ser chamados ainda neste primeiro semestre para a realização do rastreio do cancro colorretal.

O anúncio foi feito, esta manhã, pelo secretário regional da Saúde e Proteção Civil, Pedro Ramos, na apresentação da campanha da liga Regional Contra o Cancro, Março Azul.

Este rastreio, conforme informou, será realizado dentro dos mesmos moldes do que o rastreio do cancro da mama, através de chamada e convocatória. “Foi já feito um levantamento por todo o Serviço Regional de Saúde e são cerca de 90 mil pessoas que, de facto, podem estar nessa situação para começar a aderir ao rastreio”, explicou.

Enaltecendo o trabalho levado a cabo pela Liga Portuguesa Contra o Cancro no que concerne ao cancro colorretal, mormente na sensibilização da população para o tema, Pedro Ramos apontou que a “neoplasia colorretal está com uma incidência muito elevada”, sendo já “a segunda causa de morte” em Portugal.

“Sabemos quais são as cinco neoplasias com maior incidência na Região e para algumas delas faltava, de facto, implementarmos o nosso rastreio de base populacional”, averbou, sublinhando que perante elas a Região terá “uma atitude diferente”, que permita “um circuito, uma chamada via-verde dos cidadãos, englobando a medicina geral e familiar e os cuidados diferenciados hospitalares”.

Mais referiu que em janeiro a Região reuniu-se com elementos da plataforma informática do Siima Rastreios nacional “onde está a ser feito a implementação, a nível regional, dos cinco rastreios de base populacional, nomeadamente o do cancro da mama; do colorretal; do colo uterino, do retinopatia diabética e o rastreio de saúde visual infantil, que também vai começar na Região no ano de 2022”, referiu, acrescentando que este ano deverá ainda arrancar o rastreio de base populacional da neoplasia do pulmão.

Na ocasião, o secretário com a tutela da Saúde regozijou-se ainda com o caminho até agora percorrido no cancro da Mama, cujo rastreio de base populacional começou há mais de 20 anos, indicando que, com isso, foi possível “aumentar a sobrevivência de 65% para 85%”. Portanto, sustenta, “todo este caminho será feito para todas as restantes neoplasias”, rematou.