“Corrupção é um dos grandes problemas não só da Região, mas também do país”, atira PAN

A candidatura do PAN às eleições legislativas afirma que a corrupção “é um dos grandes problemas não só da região, mas também do País”, o que, no seu entender, leva a que faltem verbas para dar resposta às necessidades em áreas como o combate à pobreza, saúde ou educação.

Numa iniciativa política, o cabeça-de-lista Joaquim José Sousa afirmou que no País, a situação estrutural em matéria de combate à corrupção é “preocupante”, embora na Madeira dê uma “ideia de ser assustadora”.

“O nosso país perde para fenómenos de corrupção 34 mil euros a cada minuto, e perde para fenómenos de fraude, evasão e elisão fiscal cerca de 1.000 milhões de euros, representando 9% dos gastos do país com educação ou ao salário anual de quase 50 mil enfermeiros”, aponta o cabeça-de-lista, acrescentando que o combate à corrupção “é vital” para o desenvolvimento.

Na Calheta, o PAN contactou com a população destacando a importância da economia do conhecimento para o futuro, lamentando que os governantes “a ignorem e que no parlamento regional o principal partido da oposição não tenha força nem destreza para mobilizar a sociedade e influenciarem um novo paradigma”.

Nesse sentido, o partido garante que continuará com “um desenvolvimento assente no betão e na construção que não vão permitir ter um futuro mais justo para todos”. Joaquim José Sousa entende que “não é concebível que tantos milhões de euros depois, ainda sejamos uma região onde no inverno se passa frio dentro de muitas casas e no verão se sofre com o calor nessas mesmas casas”.

Instado a falar sobre as verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o candidato afirmou que na Madeira o “PRR vai para as grandes empresas de construção em Itália, por exemplo, as verbas do PRR vão pagar a 110% a reabilitação energética das moradias dos italianos”.

Já em outra iniciativa na freguesia dos Canhas, o candidato do PAN referiu que “nem Turismo é um desígnio regional, pois apostamos num turismo de massas, mas contentamo-nos em ter um turismo de pacote, bem longe do turismo sustentável que precisamos e que a nossa história merecia que mantivéssemos, ao contrário dos Açores que são hoje reconhecidamente um destino de natureza sustentável e em expansão”, atirou.

Joaquim José Sousa afirma ainda que a Madeira depois de 7 anos de governo PSD e PDS/CDS, “em 2021 foi a região do país onde o risco de pobreza foi maior, onde a privação material foi mais grave”. Acrescenta ainda que entre 2011 e 2021 a RAM foi a região em “que menos jovens reteve ou conseguiu que regressassem à Madeira depois de concluídos os estudos superiores, foi a região que mais envelheceu e estes são alguns exemplos da liderança que não queremos e que não ouvimos falar nem no parlamento regional nem no parlamento nacional, como se houvesse uma santa aliança entre PSD e este PS para calar esta situação que a todos nos envergonha”.

Joaquim José Sousa notou que os dados económicos de 2021 “não deixam dúvidas, a economia a regional assenta nos carunchos e nos subsídios, 32% dos contribuintes regionais estão isentos de pagar IRS (um aumento de 7% face a 2020)”.

De acordo com o candidato, o programa do PAN assenta num conjunto de propostas estruturadas em três eixos: reforço dos meios no combate à corrupção; o reforço das medidas de prevenção dos conflitos de interesse e a implementação de mecanismos de transparência e de salvaguarda do interesse público em diversas dimensões.

Quando questionado sobre quais seriam as suas principais bandeiras, Joaquim José Sousa comprometeu-se a instalar um Gabinete do eleito no Funchal; em ir semanalmente a uma freguesia da Região para ouvir os cidadãos; em criar de uma página online do deputado para prestar contas aos cidadãos; em apresentar ao plenário uma proposta para haver uma ajuda nacional, para o combate às listas de espera e levar a plenário uma moção para suspender temporariamente o projeto da estrada das Ginjas “pois a Floresta Laurissilva é um património mundial, nacional e regional único que não podemos perder por teimosia ou birra”, rematou.