Autarquia do Funchal preparada para o mau tempo na madrugada de segunda-feira

Paulo Graça

Alerta Laranja das autoridades em vigor a partir das 21 horas. No Funchal, Bruno Pereira, edil com a área da Proteção civil, revela "tranquilidade" para uma população que é bastante "resiliente" e que deve "ficar em casa e só sair em caso de extrema necessidade".

A costa sul e a região montanhosa da Madeira estão a partir das 21 horas sob aviso laranja devido à previsão de chuva forte e trovoada. Na costa sul, o IPMA alerta para períodos de chuva, "por vezes forte, persistente e acompanhada de trovoada", entre as 21:00 e as 6:00 horas de segunda-feira.

Bruno Pereira, vereador responsável pela Proteção Civil no Funchal, revelou à RJM que tudo esta preparado para garantir a segurança e socorro aos funchalenses. “As infraestruturas e populações do Funchal já demostraram, noutras situações, serem resilientes" quando acontecem fenómenos destes. Acima de tudo, continua "bom senso, atendendo ao quadro meteorológico que vamos passar" esta madrugada e amanhã a partir da tarde.

A Câmara Municipal do Funchal, os Bombeiros Sapadores do Funchal e os Bombeiros Voluntários Madeirenses têm "dispositivos que estão preparados e ainda podem, rapidamente, aumentar o seu número de elementos no terreno". Com toda "a calma e tranquilidade, a população deve ficar em casa, só sair em caso de extrema necessidade e ir acompanhando o evoluir da situação".

Quando questionado se pode garantir a segurança no escoamento das linhas de água nas ribeiras que atravessam o Funchal, Bruno Pereira ressalva que quem “trabalha na proteção Civil" sabe que "não existem situações de risco zero. Nunca se pode garantir essa segurança absoluta” a que se refere relativamente às ribeiras do Funchal. Contudo, o vereador da CMF garante que não há dúvidas que todas as intervenções que foram feitas após o 20 de fevereiro, nas principais linhas de água do Funchal e na zona da canalização mais baixa e a construção dos açudes a uma cota superior, faz com que as linhas de água tenham condições de muito menor risco” para a cidade e população.

Para Bruno Pereira, o maior risco está nos ribeiros mais pequenos e que, geralmente, não são alvo de uma manutenção, deixando claro que a Autarquia fez uma intervenção em vários locais, como sarjetas e ribeiros que não era alvo de limpezas nas zonas baixas da cidade e que são antigas linhas de água em direção ao mar.