Estabilidade no novo ano letivo aguarda por 6.348 docentes e 46.380 alunos

A sessão de abertura do ano letivo 2017/2018 realizou-se esta manhã na Escola Secundária Ângelo Augusto da Silva, com a presença de vários presidentes dos conselhos executivos e delegados escolares de várias escolas da Madeira.

No discurso de boas vindas, o secretário regional de Educação enalteceu que tudo foi feito no sentido de garantir estabilidade no ano letivo que se inicia. Jorge Carvalho referiu que 6.348 docentes e 46.380 alunos estarão nas escolas madeirenses. O governante destacou que, em relação aos alunos, são menos 1.100 do que no ano letivo 2016/2017.

Em traços gerais, o secretário regional apontou algumas das novidades do ano letivo atual, como a flexibilização curricular em alguns estabelecimentos de ensino, envolvendo um total de 25 turmas, a possibilidade que foi dada às escolas de poderem recrutar 15% do seu quadro docente.

Enalteceu ainda o diálogo que foi mantido com as escolas e que também reflete a estabilidade no sistema de ensino regional.

Depois das intervenções do presidente do conselho executivo da Escola Secundária Ângelo Augusto da Silva, Armando Barreiro, de uma explicação sobre o funcionamento da Ação Social Educativa na Madeira, pelo diretor regional do planeamento, Recursos e Infraestruturas, Gonçalo Nuno Araújo, o presidente do Governo Regional encerrou a cerimónia.

Na sua intervenção, Miguel Albuquerque disse que a Região tem o desafio de preparar as escolas madeirenses e os alunos para a revolução tecnológica que atravessa o mundo, em que a inteligência artificial tem vindo a diminuir a empregabilidade. O chefe do executivo madeirense assume que é preciso preparar os jovens para essa inevitabilidade, dotando-os de recursos e conhecimentos que os preparem para um futuro cada vez mais tecnológico. Por isso, disse ser fundamental que todas as escolas do secundário tenham aulas de Robótica, como tem sido aposta do Governo, bem como de Matemática Aplicada.

Miguel Albuquerque realçou, contudo, que, apesar de ser necessário um novo paradigma na educação, atendendo à evolução tecnológica, o ensino também de ser para os valores humanistas sustentados pela educação clássica.

Paula Abreu