Herlanda Amado acredita na eleição

Redação

A CDU realizou hoje no Auditório do Sindicato da Hotelaria, a apresentação pública da Lista às Eleições Legislativas pelo Círculo Eleitoral da Madeira, que se realizam a 30 de janeiro de 2022.

Herlanda Amado será a cabeça de lista, tendo na ocasião exaltado que “esta ideia errada de que já existem deputados eleitos, quando as eleições são apenas a 30 de janeiro, tem sido uma ideia passada por alguns recentes comentaristas da nossa praça, que dos 6 deputados que a Madeira irá eleger, o que está em causa é saber se ficam os mesmos 3 PSD e 3 do PS, ou qual dos dois conseguem ter mais 1 ou 2 deputados, sempre alternados entre si”.

E para contrariar esta tendência, “é preciso que todos estejamos unidos e preparados para o grande combate do esclarecimento, e dar a conhecer que muitas das conquistas que hoje milhões de portugueses veem reconhecidos, direitos conquistados a pulso, pela luta dos trabalhadores e do povo, mas sem qualquer sombra de dúvida, pelas justas propostas da CDU apresentadas no plano da Assembleia da República”.

A candidata deixou já nota das suas principais ‘armas’ a utilizar na campanha eleitoral, enfatizando “avanços e conquistas, entre muitos outros, como a reposição dos feriados e salários roubados, o aumento de reformas e pensões e a reposição do subsídio de Natal por inteiro, o alargamento do abono de família, o fim do corte do subsídio de desemprego, o descongelamento de carreiras e valorização remuneratória dos trabalhadores da Administração Pública, a eliminação do Pagamento Especial por Conta para pequenos e médios empresários, ou o desagravamento do IRS para salários mais baixos e intermédios”.

E relembrou que “a CDU foi, é e será sempre, a força decisiva para que as propostas apresentadas e aprovadas, como por exemplo, o financiamento integral para a construção do Novo Hospital na Madeira; a concretização da redução do IVA para a taxa mínima do mel de cana tradicional e o rum, a redução do Imposto Especial sobre Consumo para a sidra e da forma positiva que estas medidas favorecem a produção regional e a comercialização destes produtos, ameaçada pela importação de produtos similares em condições de concorrência desiguais; a transferência da titularidade dos imóveis anexos ao farol de São Jorge para a Região Autónoma da Madeira, uma das mais recentes conquistas agora concretizada, devendo agora ser assegurado que este património permanece sob o controlo público e que a sua administração contribua para o reforço da coesão económica e social”.

Também Edgar Silva, o coordenado regional da CDU, usou da palavra, para detetar que “o aumento das desigualdades não cessa de se agravar. No funcionamento da espiral descendente para o horror da miséria tornam-se mais rígidas as situações da riqueza de uns e da pobreza de muitos outros, numa sociedade centrada na avidez exclusiva do lucro”.

Ou seja, “continua a haver uma miséria encolhida que vai destruindo os indivíduos. A exploração é cada vez maior e prevalecem as lógicas de marginalização social. O capitalismo aumenta e agrava os mecanismos de exclusão, destabilizando tantas das expectativas forjadas”.

Assim, “aqui emerge o dever da esquerda, a incumbência de questionar e a urgência de exigir uma sociedade radicalmente diferente. Aqui se impõe o empenho na justiça social, o compromisso com a defesa da dignidade e dos direitos dos trabalhadores e do povo”.