Marcelo diz que a Madeira "voltou a ser pioneira" na homenagem aos que combatem a pandemia

Lusa

O Presidente da República afirmou hoje que a Madeira “voltou a ser pioneira” ao inaugurar um monumento em homenagem a todos os que estiveram na linha da frente do combate à pandemia da covid-19, representando “memória, gratidão e esperança”.

“O povo tem memória. O povo é grato e nunca perde a esperança. É um momento de memória e para sempre aqui ficará. E é o primeiro caso de memória em todo o território nacional. A Madeira uma vez mais é pioneira”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa na inauguração da escultura instalada junto à Assembleia Legislativa da Madeira.

O Presidente da República deslocou-se hoje à Madeira para participar no programa comemorativo dos 45 anos da instalação da Assembleia Legislativa da Madeira, cujo programa incluiu a inauguração desta escultura.

Trata-se de uma obra do escultor madeirense Martim Velosa que homenageia sobretudo os profissionais do setor da saúde da região e salienta a falta de afetos, o abraço neste contexto de pandemia.

“Aqui ficará a lembrança deste ano e meio e de mais uns meses de pandemia, e, depois de endemia, à medida que formos convivendo com o vírus, arrancando a nossa vida e a economia”, sem nunca esquecer por tudo “aquilo porque passamos”, salientou.

Para o chefe de Estado, este é um “monumento de memória, de gratidão e esperança”, instalado ao lado do parlamento regional, que ficará a “testemunhar que esse povo não esquece o que sofreu, os mortos que perdeu”, além da “crise porque passou, o receio a ansiedade, a angústia, a aflição”, os projetos adiados, entre outras situações.

Embora muitos tenham estado no combate à pandemia, Marcelo Rebelo de Sousa destacou que os profissionais de saúde que “foram os primeiros” a enfrentar a situação quando “não se sabia como era o contágio, que riscos corriam, que cuidados eram necessárias” e ficaram afastados durante muito tempo das suas famílias.

O PR complementou que “eles estavam lá” ainda quando “não havia material de proteção sanitária, testes, máscaras, vacinas, quando se falava que a vacina demoraria a encontrar vários anos”, lembrando que “vários foram apanhados e um ou outro acabou por falecer”.

“Finalmente esperança!”, declarou, considerando que a escultura é “um monumento à vida e não à morte” e “um hino à vida, uma luta pela vida que continua, pela vida de todos”.

Marcelo Rebelo de Sousa opinou que representa a “esperança por um futuro melhor, por uma pandemia que passe mais depressa do que devagar”, argumentando que o sofrimento “ensina-nos mais, a viver mais e melhor, mais solidários, mais juntos, mais próximos, com mais partilha”.

“Aqui estou eu, para testemunhar a mesma memória, a mesma gratidão e a mesma esperança em nome de Portugal, em nome de todas e todos os portugueses”, concluiu.

Por seu turno, O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, José Manuel Rodrigues, salientou que a escultura vai “perpetuar para as gerações vindouras aquele que foi o trabalho e a coragem de muitas mulheres e homens que deram e dão o seu melhor para combater esta pandemia”.

“Foram autênticos guerreiros de uma luta contra um inimigo desconhecido, invisível e muito perigoso, que num ápice, paralisou as nossas sociedades e pôs em causa as nossas vidas” e agradeceu a todos, incluindo os cidadãos da Madeira que “eram um exemplo de grande civismo, cumprindo as leis e adotando as regras recomendadas pelas Autoridades de Saúde”,

Falando sobre a escultura, explicou que representa um “abraço para imortalizar essa imensa solidariedade de tantos que trabalharam e arriscaram tudo para salvar e proteger as vidas”.

“Fica aqui um abraço sem fim” em nome de todos os madeirenses e porto-santenses, enfatizou.

Depois desta cerimónia, Marcelo Rebelo de Sousa, que regressa ainda hoje a Lisboa, visitou o Banco Alimentar Contra a Fome, uma unidade hoteleira e o Centro de Apoio ao Sem Abrigo.