Lopes da Fonseca diz que presidência portuguesa da UE “não deixa marca”

O líder parlamentar do CDS na Assembleia Legislativa da Madeira deixou críticas à presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, assumida entre 1 de janeiro e 30 de junho deste ano.

Aproveitando a “época de exames”, Lopes da Fonseca considerou que “se fosse para ser avaliada, seria uma aprovação à justa, um 11 e não mais do que isso”.

Apontando como positiva a rápida aprovação do Certificado Digital Covid-19, o chamado ‘passaporte verde’, o centrista contrapôs, todavia, com a incapacidade de alcançar consenso para a aprovação da legislação dos fundos europeus de recuperação. Destacou ainda a questão das migrações e classificou como “extremamente negativo o falhanço quase total” da oportunidade da União Europeia para apoiar Moçambique.

“A presidência portuguesa não deixa marca e será esquecida muito rapidamente”, finalizou o deputado.

Victor Freitas, do PS, interpelou o líder parlamentar dos centristas, lembrando a recente descoberta de um aterro de amianto, em São Vicente, questionando o silêncio das secretarias regionais.

“Já que fala em avaliação, que avaliação faz ao silêncio do seu Governo em relação a esta matéria?”, atirou o deputado socialista.

Na sua resposta, Lopes da Fonseca destacou o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo Executivo, afirmando que “há verbas do Orçamento Regional para a retirada do amianto de edifícios públicos”.