Pedro Calado e Paulo Oliveira choram na homenagem a Gabriela Oliveira, mãe deste último

Paula Abreu

Foi uma homenagem em que foi impossível Paulo Oliveira não chorar.

O filho de Gabriela Oliveira, fundadora da Academia de Línguas da Madeira, falecida, aos 81 anos, no ano passado e que, até à sua partida, sempre se manteve ativa naquela instituição, expressou todo o seu orgulho pelo trabalho desenvolvido pela sua mãe e pelo seu pai para o desenvolvimento da Academia. Cresceu naqueles corredores e andares. Em casa, a palavra que mais ouvia era “academia”.

Aos presentes, entre os quais o diretor regional da Educação e o vice-presidente do Governo Regional, Paulo Oliveira disse que aquele ato era “muito bonito, mas a verdadeira homenagem já estava feita”, com o continuar do trabalho da mãe naquela instituição, que se mantém “forte e uma referência” na educação regional.

Depois das suas palavras e de um abraço ao seu progenitor, Paulo Oliveira recebeu também um abraço de Pedro Calado, que também se emocionou no evento, já que convivia com Gabriela Oliveira há vários anos, com uma amizade de infância com o filho desta. “Éramos amigos de casa”, disse o governante, depois de alguns segundos em que teve de ficar em silêncio, numa tentativa de controlar as emoções. Lembrando que também trabalhou com Gabriela Oliveira. “Vivemos a sua perda ma por trás da sua perda ficou tudo o que nos ensinou”, disse ainda.

Já o diretor regional de Educação lembrou também a ligação mantida com a homenageada, desde os tempos em que ali estudou, depois na escola da APEL e também por ter os filhos ali a estudar. Marco Gomes destacou o papel de Gabriela Oliveira na resposta à Educação na Região e a sua capacidade de “lançar desafios e soluções”.

Marie Claire Sintra, diretora da Academia de Línguas, e que trabalhava com a homenageada há mais de vinte anos, enalteceu ainda a “lucidez e arrojo” que a caracterizava.