CDS-Madeira com listas próprias em três concelhos e coligado onde é oposição

Lusa

Tal como o JM já tinha anunciado, o CDS-Madeira vai replicar nas autárquicas a coligação que tem com o PSD no Governo Regional nas candidaturas ao Funchal e nos concelhos onde é oposição, apresentando listas próprias em Santana, Câmara de Lobos e Calheta.

Neste momento, está “acertada a coligação no Funchal”, disse hoje líder do CDS-Madeira à agência Lusa, mais acrescentando que o “CDS e PSD devem ir juntos nos concelhos onde são oposição”, nomeadamente, Santa Cruz, Machico, Porto Moniz e Ponta do Sol.

Recorde-se que Rui foi o “mandatado pela Comissão Política Regional do partido para definir a estratégia autárquica” no arquipélago, incluindo para proceder à “negociação de coligações com o parceiro de Governo, o PSD”, complementou.

Em termos de candidaturas definidas, declarou que “o CDS/Madeira já definiu, neste momento, os cabeças de lista em Santana e Câmara de Lobos”, respetivamente Dinarte Fernandes e Amílcar Figueira, onde concorrem com listas próprias. Já na edição de 20 de março, o JM havia avançado que não iria ser realizada uma coligação em Santana, tendo noticiado, posteriormente, na edição de 25 de março que Dinarte Fernandes era o candidato escolhido.

De apontar que o concelho de Santana é o único governado pelo CDS na Madeira, depois de os centristas terem vencido as eleições autárquicas de 2013 e afastado o PSD que sempre teve a maioria naquele concelho a norte. Dinarte Fernandes já tinha integrado as listas do partido encabeçadas por Teófilo Cunha nas autárquicas de 2013 e 2017, tendo sido eleito vereador.

Por seu turno, Amílcar Figueira, que desde a adolescência é um militante ativo do CDS/Madeira, é atualmente secretário-geral adjunto do partido e vereador no município de Câmara de Lobos, sendo também a primeira vez que dá rosto à candidatura dos centristas neste concelho.

Ainda não está oficialmente anunciado o candidato próprio centrista no município da Calheta, na zona oeste da Madeira.

O CDS/Madeira também já decidiu “apoiar os movimentos independentes” nos concelhos da Ribeira Brava e São Vicente, liderados, respetivamente, por Ricardo Nascimento e José António Garcês.

No caso da ilha do Porto Santo, o líder centrista insular, declarou que “será analisado cuidadosamente pela estrutura do CDS, não estando, para já, uma estratégia definida”.

A data da realização das eleições autárquicas ainda não está marcada, mas, segundo a lei, decorrem entre setembro e outubro.