Deputados do PS “com um pé nesta assembleia e outro no Largo do Município”

David Spranger

No arranque dos trabalhos no plenário madeirense, na manhã desta quarta-feira, coube a Bruno Melim a primeira intervenção do dia. O deputado social democrata transportou para a ALRAM temáticas da autarquia do Funchal, não poupando a gestão da coligação.

Bruno Melim lembrou que a “gestão da rés pública exige arrojo e coragem na hora de tomar decisões” mas que é “repudiável a narrativa em que o mais importante não é o que é dito mas quem o diz”.

E considera que “o PS tem nos brindado com essa tónica” com sucessivos “projetos de intenções ao invés de discutir nos locais próprios”, referindo que “o ADN do PS é de desprezo, sem direito a contraditória”, confessando que “li com surpresa que a Câmara Municipal do Funchal teria distribuído mais de sete milhões”, aqui detendo-se sobre aquilo que diz ter sido “um garrote financeiro aplicado no Monte”.

Ora, considera, “vender uma coisa quando isso já existe no Funchal há mais de 10 anos, implementado pelo PSD”. Assim, “vivem da mentira e dizem que têm uma gestão transparente, séria e democrática”, evocando casos em que tal não terá sucedido.
“Basta lembrar as propostas dos partidos da oposição, aprovadas, mas que depois não são concretizadas”, deixando alguns exemplos. Referiu ainda “promessas de oito anos para cumprir, mas têm dinheiro para uma nova sede de Junta liderada por um dirigente socialista”

Lembrou que a autarquia “está a ser investigada no âmbito da adjudicação de serviços a uma empresa” e também que um “presidente de Junta do PS está a ser investigado por eventual utilização de dinheiros públicos”

Falou ainda em “descaramento do PS” e discursos para “disfarçar amnésia geral” que invade os deputados socialistas, “muitos deles “com um pé nesta assembleia e outro no Largo do Município”.