Intempérie de 25 de dezembro causou 40,6 milhões de euros de prejuízos

Redação

O temporal que se abateu sobre a costa norte no dia de natal causou 40,6 milhões de euros de estragos, estimou o Governo Regional.

O valor dos danos materiais provocados pela aluvião na rede viária municipal e regional, em veredas, na rede fluvial, no parque habitacional, na rede de distribuição de água potável, na rede adutora e distribuidora de água de rega, na rede de fornecimento de energia elétrica e em diversos múltiplos equipamentos, ascende a cerca de 29 milhões de euros, segundo o apuramento efetuado pela Câmara Municipal de São Vicente, pela Direção Regional de Estradas e pela Direção Regional do Equipamento Social e Conservação, pelo Laboratório Regional de Engenharia Civil e pelas sociedades de capitais públicos: Investimentos Habitacionais da Madeira, S.A., Águas e Resíduos da Madeira, S.A. e Empresa de Eletricidade da Madeira, S.A., nas respetivas áreas de competência.

Dos referidos 29 milhões de euros, cerca de 1,9 milhões de euros (5%), refere-se ao custo das intervenções imediatas, já realizadas pelo Governo Regional e pela Câmara Municipal, para repor, nas condições possíveis, os acessos e os serviços essenciais, designadamente a desobstrução da rede viária e de linhas de água, a remoção de entulhos e os transportes a vazadouro, as limpezas gerais de vias públicas, as consolidações precárias de taludes e plataformas de estrada, o fornecimento de água e de energia elétrica, bem como outras pequenas reparações para retoma, mesmo que condicionada, da segurança da população e das atividades sociais e económicas.

O montante previsto para a reparação e reconstrução da rede viária regional, de 17,5 milhões de euros (61% do total), demonstra o impacto da aluvião ao nível das vias públicas regionais, cujos danos isolaram ou condicionaram os acessos a alguns núcleos urbanos durante o período da realização de trabalhos de desobstrução e limpeza precária.

Destaca-se ainda o valor de 4,5 milhões de euros, previsto para a reabilitação e reconstrução da rede hidráulica fluvial, designadamente de passagens hidráulicas, atravessamento de trechos de estrada, e de canais hidráulicos.

A despesa prevista para a reabilitação de 20 moradias danificadas pelos fluxos detríticos é da ordem dos 628 mil euros (2% do total), incluindo os encargos dos realojamentos de quatro famílias cujas moradias não deixaram de oferecer condições de habitabilidade por terem sido severamente danificadas.

Os trabalhos de reconstrução deverão estar, na maioria dos casos, concluídos até final de 2022.