Madeirense faz escala em Londres e acaba retida por ausência de teste negativo à covid-19

Uma viajante madeirense que regressou ontem da Islândia, onde passou o Natal e Fim de Ano, ficou retida em Londres, onde fez escala, uma vez que não lhe é permitido viajar por não apresentar teste PCR negativo efetuado nas últimas 72 horas.

A mulher, que optou por não se identificar, diz sentir-se desamparada e sem soluções que a permitam viajar para a Madeira nos próximos dias, quando tinha já adquirido viagem para hoje num voo da TAP em direção a Lisboa, e outra com a ligação entre o continente e a Madeira.

A madeirense explica ao JM que, em busca por uma solução para que pudesse regressar rapidamente a casa, tentou realizar o teste PCR no centro de testagem instalado no Aeroporto de Heathrow, em Londres. Contudo, ao tentar proceder à marcação online (a única via), recebeu a informação de que só há disponibilidade para marcação daqui a três dias, e a mesma só pode ser efetuada após ter adquirido uma nova passagem aérea.

Uma vez que o resultado do teste demora entre 36 e 48 horas, a jovem só poderá viajar para Portugal daqui a cinco ou seis dias, situação que lamenta, uma vez que para além de implicar uma grande despesa extra que terá de suportar, representa um maior risco de contrair o vírus.

O documento que possui, um teste negativo realizado no dia 28 de dezembro, não foi aceite. Nesse sentido, tentou também realizar o teste de despiste à covid-19 numa clínica privada, mas estas encontram-se encerradas devido ao ‘lockdown’ no Reino Unido. Para realizar teste numa unidade de saúde pública, é necessário que o utente apresente sintomas, algo que também não corresponde ao caso.

A madeirense afirma que tentou contactar a Embaixada de Portugal no Reino Unido para obter ajuda, sem sucesso, uma vez que a mesma não está a atender telefonemas.

Diz-se sem saber o que fazer e sem ter ninguém que lhe consiga ajudar em Londres, onde conseguiu entrar na noite de terça-feira, com a condição de que iria permanecer no país menos de 24 horas, alojada num hotel no aeroporto sem ter qualquer contacto com ninguém, mas de onde não está a conseguir sair.