Paulo Neves acusa PS de votar contra aquilo que promete

"Mais uma lamentável contradição". Foi assim que o deputado eleito pelo PSD/M à Assembleia da República Paulo Neves classificou, hoje, a postura do PS/M na questão do ferry, um dossiê que chegou a ser promessa eleitoral dos socialistas em 2019, "os mesmos que agora ignoram o que prometeram e faltam com a palavra ao povo Madeirense", criticou.

Uma postura que Paulo Neves condena a todos os níveis, tanto mais quando se trata de uma resposta tão desejada pelos Madeirenses "que só não é viável por falta de vontade política".

"Foi António Costa e o PS/M que prometeram o ferry todo o ano, já para 2020 e, mais grave do que vermos que esse compromisso foi omisso e que foi preciso que nós, deputados do PSD/M, apresentássemos uma proposta para o Ferry constar do Orçamento de Estado para 2021, é termos os mesmos protagonistas e, neste caso, os mesmos deputados que na altura fizeram essa promessa a votar contra ela", insistiu Paulo Neves, que assinala mais esta falta de respeito e de consideração com a Madeira e os Madeirenses.

"O que podemos concluir é que o PS/M até já vota contra aquilo que promete", ironiza o deputado, que lamenta o facto de, depois dos deputados do PSD/M terem apresentado a proposta para que o ferry constasse do Orçamento de Estado para 2021, a mesma não tenha sido viabilizada "porque o PS votou contra, porque os deputados do PS/M eleitos ao parlamento nacional votaram contra", vincou.

Paulo Neves que, reiterando que compete ao Estado garantir o princípio da continuidade territorial e agilizar, em conformidade com esse princípio, tudo o que for necessário para assegurar a mobilidade dentro do território nacional, lembrou que, perante a falta de resposta da República, foi o Governo Regional a assumir o custo dessa linha - cerca de 6 milhões, quando a mesma existiu.

"Na realidade, o que temos é um Governo da República que promete e depois falta com a sua palavra e que, na altura em que tem a possibilidade de corrigir os seus erros, continua sem assumir - conforme devia - as suas responsabilidades", crítica, por fim, o deputado.

Paulo Neves que, na ocasião, mostrou-se satisfeito pelo facto da regulamentação do Subsídio Social de Mobilidade passar a estar inscrita no Orçamento de Estado para 2021 - conforme proposta apresentada pelo PSD/M, uma vez omissa do mesmo - proposta essa que foi aprovada mesmo com os votos contra do PS.