É urgente resolver a falta de Habitação Social no Funchal, alerta a CDU

Durante o dia de hoje a CDU esteve numa acção de contactos com as populações da freguesia de Santo António, no Funchal. Nesta iniciativa a deputada municipal da CDU, Herlanda Amado, prestou a seguinte declaração:

"As questões habitacionais constituem uma das grandes prioridades sociais, para as quais são necessárias medidas e soluções concretas para fazer face às carências identificadas. A situação económica e social agravada pelo contexto pandémico em que vivemos, exige uma intervenção do Estado e o assumir daquelas que são as suas responsabilidades constitucionais. É urgente que todas as entidades assumam as suas responsabilidades, desde o plano municipal, regional e na Assembleia da República, e tendo presente este flagelo porque passam milhares de famílias na Região Autónoma da Madeira o PCP através do Grupo Parlamentar apresentou várias propostas para responder a este problema onde destacamos a Proposta de Lei para a criação de um programa extraordinário de promoção de habitação na Região Autónoma da Madeira para responder às carências habitacionais que atingem muitas famílias madeirenses.

Não podemos falar das famílias que necessitam de habitação como se fossem apenas dados estatísticos, sem que se tomem medidas concretas para a resolução deste grave problema. Embora não sendo da exclusiva responsabilidade da Câmara Municipal do Funchal a resolução das carências habitacionais do Concelho, constitui-se como um parceiro imprescindível no desenvolvimento de mecanismos e medidas capazes de resolver este flagelo que atingem cerca de 3800 famílias no concelho.

A Câmara Municipal do Funchal deve ter uma intervenção prioritária na vertente habitacional, implementando um conjunto de medidas e desenvolvendo iniciativas aos mais diversos níveis, nomeadamente com o Governo Regional, no sentido de dinamizar políticas habitacionais capazes de responder a este grave cenário de carência.

É inaceitável e incompreensível que a Câmara e o Governo, estejam de costas voltas, apenas por questões político-partidárias, e não sejam capazes de trabalhar em conjunto para resolver este problema.

Sempre assumimos que defenderemos as pessoas em todos os Órgãos onde temos eleitos, seja no plano nacional, regional e municipal, apresentando propostas que vão de encontro às reais necessidades das pessoas.

Não basta afirmar ser diferente, quando as políticas se mantém iguais e no essencial seguem as mesmas políticas de desprezo pelas pessoas."