"A marca partidária não é essencial", diz Albuquerque sobre candidato ao Funchal

Alberto Pita

Miguel Albuquerque remete para o início do próximo ano o anúncio dos candidatos para as eleições autárquicas de 2021, mas a esta distância já descortina o perfil da personalidade que irá lutar pelo poder no Funchal.

Em primeiro lugar, o presidente do PSD-M, que hoje deverá ser reeleito por mais dois anos, não fecha a porta a que o candidato possa ser do parceiro de coligação – Rui Barreto já tinha dito ao JM que havia nomes centristas sobre a mesa - ou até que nem seja filiado em nenhum dos partidos.

Mas se na filiação partidária Albuquerque mantém tudo em aberto – “vamos definir com tempo” -, já nas características do candidato o discurso afina.

“Será um candidato, com certeza, que tenha prestígio e credibilidade perante os nossos concidadãos”, e, neste quesito, “a marca partidária não é essencial”, disse.

Há uma ideia que transparece nas palavras do líder dos social-democratas: é que o Funchal é mesmo para o PSD ganhar.

“O candidato será um candidato para ganhar o Funchal. É importante ganharmos o Funchal porque (a cidade) está em regressão económica, social e ambiental desde que esta coligação tomou o poder. Ainda hoje não há obra feita. É a política do subsídio e da propaganda. E isso não dá”.

Sendo o Funchal a capital da região autónoma, “precisa de um governo autárquico que execute, que faça obra, que concretize aquilo que durante muitos anos foi concretizado”.

A esta distância a certeza é que “o candidato ao Funchal será para retomar o progresso e as reformas que são necessárias fazer na nossa cidade”.

É que Albuquerque vê no Funchal de hoje marcas de degradação da qualidade de vida dos funchalenses.

“Hoje circulamos na nossa cidade e é uma cidade degradada. Está mais suja. E ao contrário daquela política que eles diziam que iam tratar das pessoas, está cheio de sem-abrigos. É uma cidade insegura à noite – uma coisa impensável no Funchal -, uma cidade que não cuida do ambiente e uma cidade que nem sequer faz as infra-estruturas fundamentais como os investimentos importantíssimos na água e no saneamento básico”, criticou.