Miguel Albuquerque concorda com aproximação do PSD ao Chega

Miguel Albuquerque concorda com a estratégia de aproximação do PSD ao Chega, porque "é fundamental que o centro-direita se junte para derrotar a esquerda", afirmou, em declarações à Rádio Renascença.

"Tudo o que seja coligações no sentido de derrotar a esquerda em Portugal é bem vindo", afirmou o presidente do Governo Regional, segundo o qual as declarações de Rui Rio sobre o tema "foram feitas num quadro de aproximação e de congregação das forças de centro-direita para derrotar a esquerda".

"Basta olhar para o xadrez político, para a situação, para perceber que, neste momento, é fundamental que o centro-direita se junte para derrotar a esquerda", reiterou.

Albuquerque não considera necessário que o Chega assuma uma postura de alguma moderação. "O que quer dizer moderado? Moderado como o Bloco de Esquerda, que é estalinista? Moderado como Partido Comunista, que defende a Coreia do Norte? Não percebo...", questionou, referindo que "hoje, a extrema direita europeia integra coligações em governos democráticos na Europa e nenhum mal veio ao mundo por isso".

"Evidentemente que nós temos de salvaguardar ols valores essenciais do nosso partido, que são valores humanistas, mas isso não implica que do ponto de vista instrumental e político se formem alianças para derrotar o nosso adversário principal", defende.

"É uma evidência que o Chega tem, neste momento, uma repercussão na sociedade portuguesa que não acontece por acaso. [Tem repercussão] porque aborda um conjunto de temas e respostas que não são abordadas poelos partidos tradicionais e todas as propostas, em democracia, devem ser discutidas", diz Albuquerque, assumindo que "não ficaria chocado" se Rui Rio avançasse já para conversações com o líder do Chega, André Ventura.

"Porque haveria de ficar?", concluiu.