“Não acredito que ninguém deixe de vir à Madeira por causa do uso da máscara”

Patrícia Gaspar

Miguel Albuquerque diz compreender que usar máscara “é maçador”, mas considera que é fundamental para evitar cadeias de propagação e situações incontroláveis.

“Não acredito em cancelamentos, nem que ninguém deixe de vir à Madeira por causa do uso da máscara. É meio maçador, mas é melhor usar isto do que termos aqui cadeias de propagação e situações que depois não conseguimos controlar”, afirmou esta sexta-feira o chefe do Executivo madeirense, durante a cerimónia de apresentação dos eleitos pela Secção Regional da Madeira da Ordem dos Arquitectos.

O líder do Governo Regional diz que esta decisão foi tomada de forma consciente e sabendo-se que ia gerar polémica. “É melhor pecar por excesso do que por negligência e incompetência”, vincou.

Sobre a contestação de alguns setores e a opinião de Alberto João Jardim sobre a Região não poder obrigar o uso de máscara, Albuquerque insiste que a deliberação foi bem ponderada e que a prioridade máxima do seu Executivo é a salvaguarda da vida dos madeirenses.

“A questão da legalidade logo se vê”, referiu, lembrando que a pandemia está “a atingir níveis alarmantes em países como de Espanha, França e Alemanha” e que a Região vai estar muito exposta a turistas destes países.

“A conjuntura vai-se alterar substancialmente nos próximos dois meses. Na primeira quinzena de setembro, vamos abrir as aulas e as creches. São 43 mil alunos mais 6 mil professores a circular, significa maior aglomeração de pessoas e maior risco transmissão”, sublinhou, acrescentando que a Região espera receber 70 mil turistas em agosto e 80 mil em setembro. Daí a necessidade de redobrar a cautela.