Até ao final da semana passada, foram descarregados nos portos e entrepostos regionais 1.644 toneladas de peixe espada preto, que renderam na primeira venda 7,683 milhões de euros.
Este valor é um novo recorde da venda deste pescado, registando um aumento significativo em relação ao período homólogo (5,627 milhões de euros) face a praticamente o mesmo volume de descargas: 1,684 toneladas.
Só em 2018 é que se registou um rendimento superior ao atual, nomeadamente 8,191 milhões de euros.
"São números que nos deixam bastante satisfeitos, porque revelam uma valorização da pesca que resulta num aumento de rendimento para os agentes do setor", destaca o secretário regional de Mar e Pescas, Teófilo Cunha, sublinhando a importância social e económica do peixe espada. "Não apenas para os pescadores e armadores, mas também para o turismo dada a relevância gastronómica do peixe espada", frisou.
A frota regional já atingiu cerca de 76% da quota anual de espada atribuída à Região, de 2.189 toneladas. No início deste mês, o Governo Regional solicitou junto da Direção-geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), um reforço de 241,1 toneladas da quota para este ano do referido peixe, com o objetivo de assegurar que a frota espadeira regional continue a pescar até ao final do ano.
De acordo com as regras da Política Comum de Pescas da União Europeia, é possível, sempre que não se verifique um histórico de infrações (como por exemplo a sobrepesca), solicitar um aumento até ao máximo de 10% da quota ajustada.
Mónica Rodrigues