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Tutela quer todas as escolas com Clubes Europeus até 2030

Paula Abreu

Jornalista

Data de publicação
19 Maio 2026
10:57

A secretária regional de Educação, Ciência e Tecnologia, Elsa Fernandes, destacou esta manhã a importância dos projetos europeus e dos Clubes Europeus na formação dos alunos da Região, momentos antes da cerimónia de abertura do Encontro Regional de Clubes Europeus e Mobilidades Erasmus, que decorre na Escola Secundária Francisco Franco.

O encontro reúne 17 equipas de 16 escolas da Região Autónoma da Madeira, num momento de partilha de experiências e boas práticas desenvolvidas ao longo do ano letivo.

A iniciativa, dirigida a alunos do 3.º ciclo e do ensino secundário da Região, agrega escolas com Clubes Europeus, com projetos desenvolvidos no âmbito do Programa Erasmus+ Educação e Formação, com Escolas Embaixadoras do Parlamento Europeu e outras com iniciativas que promovem práticas educativas assentes na disseminação das temáticas europeias, na mobilidade e na cidadania ativa.

Segundo a governante, os próprios alunos assumem o protagonismo da iniciativa, apresentando os projetos europeus e atividades realizadas no âmbito dos Clubes Europeus e do programa Erasmus.

Elsa Fernandes sublinhou que o número de projetos, bem como de alunos envolvidos, tem vindo a crescer de forma consistente. “Tem havido um aumento quer no número de projetos europeus, quer no número de equipas e alunos a apresentar os seus trabalhos”, afirmou.

Mas, apesar de considerar significativo o envolvimento de 16 escolas, Elsa Fernandes admitiu que gostaria de ver mais estabelecimentos de ensino aderirem aos Clubes Europeus. “Quanto mais escolas participarem, melhor. É uma experiência enriquecedora para alunos e professores”, salientou, acrescentando que a criação destes clubes depende sobretudo da iniciativa e vontade das comunidades escolares. “Era importante que todas as escolas da Região decidissem aderir a esta iniciativa, porque faz parte dos objetivos a atingir até 2030”, reforçou a governante.

A responsável pela tutela da Educação defendeu ainda que estas iniciativas já não podem ser vistas como uma aprendizagem paralela ao ensino tradicional, considerando que fazem parte integrante do percurso educativo dos estudantes. “Há um ir e voltar entre os projetos europeus, os clubes europeus e a sala de aula. Tudo isto é escola e contribui para formar cidadãos mais completos”, referiu.

Os intercâmbios e contactos com outras realidades culturais começam cada vez mais cedo, envolvendo até crianças do primeiro ciclo. Para Elsa Fernandes, esta dimensão internacional permite aos jovens conhecer diferentes culturas e formas de viver, promovendo valores de cidadania, tolerância e abertura ao mundo.

A governante destacou também a crescente adesão das famílias madeirenses a este tipo de experiências, quer autorizando os filhos a participar em intercâmbios, quer acolhendo estudantes estrangeiros nas suas casas. “Os pais estão cada vez mais recetivos e consideram estas experiências muito gratificantes”, afirmou.

De salientar que o Encontro Regional de Clubes Europeus e Modalidades Erasmus conta com o JM como parceiro, bem como a FNAC e o Ginásio BeFit.

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