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"Temos que trabalhar em conjunto, porque Portugal está em competição com o mundo"

JM-Madeira

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Data de publicação
13 Maio 2022
12:58

Ivo Cruz, secretário de Estado da Internacionalização, traçou "os três desafios que a Europa hoje atravessa", lembrando a "recuperação e resiliência no pós pandemia, agora agravada pela invasão da Ucrânia, a transição digital e a transição ambiental", chamando à equação "todos os governos, incluindo regionais".

Ivo Cruz, que falava na sessão de apresentação da Associação Portuguesa de Parques Empresariais, alertou que "não sabemos ainda que tipo de empregos serão criados" com esta evolução digital, "apenas sabemos o tipo de empregos que irão terminar".

O secretário de Estado da Internacionalização colocou, assim, o foco na globalização, referenciando que "temos que trabalhar em conjunto, porque hoje Portugal está em competição com o mundo". "Não podemos desperdiçar este grande recurso da economia azul, explorando o mar, mas sempre garantindo a sua sustentabilidade", disse também.

Mais, "temos que fazer um esforço não só para trazer os nómadas digitais, mas também para os manter". Tudo porque há essa necessidade de "atrair investimentos estruturantes para o país" e isso só é possível se "o mundo nos conhecer". No fundo, há que construir "a marca Portugal". "Estamos a trabalhar nos custos de contexto no País quando comparados com a nossa concorrência", disse em resposta às solicitações dos responsáveis da nova associação de Parques Empresariais, que reivindicou incentivos fiscais e, inclusive, um regime fiscal próprio.

Também Miguel Albuquerque teve uma intervenção na apresentação da Associação Portuguesa de Parques Empresariais. O presidente do Governo Regional não escondeu que "adorei o seu discurso e a sua visão", direcionando-se para Ivo Cruz, secretário de Estado da Internacionalização.

Albuquerque não tem dúvidas de que "a transição geral é uma grande oportunidade para o país", lembrando que "presentemente temos uma nova geração preparada para enfrentar o desafio digital e tecnológico", muito distante da "tragédia de 1976 em que 50 por cento dos portugueses eram analfabetos, sendo ainda pior na Madeira, que chegava aos 60 por cento". Albuquerque atestou ainda que "as 10 principais empresas mundiais da atualidade são tecnológicas", o que atesta o que será o futuro do mundo e Portugal não pode ficar para trás.

David Spranger

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