Instado a se pronunciar sobre a greve, à margem da deslocação à zona da Trompica, Miguel Albuquerque constatou que “é um direito que os trabalhadores têm, nós requeremos e temos a funcionar os serviços mínimos e neste momento vamos aguardar qual é a evolução da greve”.
No foco, sabe-se, está o pacote laboral, com o presidente do Governo Regional a reiterar que “a forma como foi negociado durante nove meses o pacote laboral incidente sobre um direito, que é o direito à amamentação, veio escamotear um princípio fundamental, que é a necessidade de nós termos uma legislação laboral adaptada, aquilo que são os serviços e as empresas de nova geração, designadamente as tecnológicas”
Albuquerque lembra que “o que estava proposto, no grosso do pacote laboral era, no fundo, uma adaptação àquela legislação que existe nos países nórdicos...”
Contudo, lamenta, “perdeu-se nove meses numa concertação social para andar a falar sobre aspetos laterais do pacote laboral, que não são aqueles que são fundamentais. E o que é fundamental é ter mais flexibilidade e ter maior capacidade de as empresas poderem crescer e, sobretudo, contratar as novas gerações”.