“No fundo, é de lamentar que o PSD tenha chumbado” o pedido de levantamento de imunidade parlamentar do secretário regional Eduardo Jesus, assim o expressou a deputada Sílvia Silva, PS, uma das visadas no caso.
Ao Jornal, em reação à rejeição do pedido, a parlamentar considerou que os governantes “se escudam na imunidade parlamentar”, evidenciando que “deviam dar o exemplo”.
Reforçou lamentar “que a imunidade seja utilizada pelos membros do Governo para fugirem à justiça e que se o Secretário Regional estava tão à vontade e tranquilo com a dialética parlamentar não deveria ter receio de se submeter a julgamento nas instâncias próprias”.
Sílvia Silva vincou que, no caso, nos reportamos a “exemplos que não são bons para a credibilidade da Madeira” e das instituições democráticas, consubstanciando-o com a ideia, também referenciada por Sancha Campanella, de “impunidade”.
A deputada socialista referiu considerar que são os próprios cidadãos que são desrespeitados, defendendo que deveria haver “uma mobilização popular para exigir a demissão” do secretário regional.
“O Governo aloja alegados prevaricadores”, observou.
A Assembleia rejeitou o pedido de levantamento da imunidade parlamentar do secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura, solicitado pelo Tribunal Judicial da Comarca da Madeira, através do Juízo de Instrução Criminal do Funchal no caso relativo aos acontecimentos de 17 de junho de 2025. Numa sessão de trabalhos parlamentares, o governante utilizou linguagem considerada ofensiva dirigida a duas deputadas do PS e a um deputado do JPP.