O vereador Fábio Costa, que hoje renunciou ao cargo de vereador eleito pelo Chega para a Câmara de São Vicente, acusa o presidente da autarquia, assim como o gabinete da presidência, de “sonegação de documentos, retenção de documentos sem autorização, abuso de confiança e poder e uma política de silenciamento”.
Na carta de renúncia enviada ao presidente da Assembleia Municipal, Fábio Costa revela “profunda falta de confiança política” na presidência, acrescentando que “a maior traição é à democracia, à transparência e ao diálogo democrático entre a presidência e o restante executivo municipal”.
“Não hevendo abertura e confiança da Presidência na própria equipa, não estão reunidas as condições Mínimas para uma convivência sã e Democrática naquito que é o objetivo, servir o Município e zelar pelo seu maior interesse e bem estar”, sublinha.
Fábio Costa fala em falta de diálogo, autocracia e “constantes intervenções e interferências” naquilo que eram os seus pelouros e em “tentativas de constantes de condicionar e influênciar” aquilo que eram as suas decisões.
Segundo o vereador, os pelouros foram-lhe retirados em consequência da votação de uma proposta em reunião de Câmara no dia 5 de março, que diz ter feito “em plena consciência e responsabilidade cívica e executiva” e considera ter sido enxovalhado na presidência e nas redes sociais.
O vereador, cujo nome e fotografia já não constam do site da Câmara Municipal, finaliza a carta declarando que a renúncia é resultado de “muita pressão, ameaça, difamação e desgaste e descrédito na democracia”.