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Registados mais de 20 atos de vandalismo em dois anos

    JM-Madeira

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    Data de publicação
    07 Setembro 2021
    5:00

    Das mais de duas dezenas de atos de vandalismo nos parques tutelados pelo Instituto de Florestas e Conservação da Natureza, resultaram dois autos de notícia.Parques

    Os parques sob gestão do Instituto de Florestas e Conservação da Natureza (IFCN), além da degradação natural causada pelo tempo, têm sido alvo de constantes atos de vandalismo, com a destruição de algum mobiliário e a inscrição de grafitis. Isto mesmo pudemos constatar numa ronda pelo Jardim de Santa Luzia e das da Madalenas. E se os grafitis têm sido ‘moda’ nas zonas urbanas, mais para as serras, tem se constatado alguns espaços destruídos, como foi o caso daquilo que assinalámos no Montado do Pereiro, onde há bancos rebentados, torneiras sem água, mesas corroídas. O mesmo acontece na descida para o Ribeiro Frio.

    Questionado sobre estes incidentes, o Instituto de Florestas e Conservação da Natureza disse ao JM que, nos últimos dois, foram assinalados mais de duas dezenas de registos de vandalismo em áreas sob a sua gestão. Destes, foram levantados dois autos de notícia.

    “O Instituto regista sempre, infelizmente, atos de vandalismo e de destruição de alguns equipamentos e zonas de fruição pública em espaço florestal. Normalmente, acontecem em zonas de lazer e casas de banho. Não é fácil identificar o autor desses atos, embora já tenhamos registo de autos de notícia e identificação por parte d Policia Florestal”, admite Manuel Filipe.

    Já sobre as obras que estão previstas para as referidas áreas, o IFCN, presidido por Manuel Filipe, adiantou que, este ano, para o Montado do Pereiro, está prevista apenas a substituição de equipamentos danificados, como alguns bancos, mesas torneiras. O valor está incluído numa empreitada global para a Região Autónoma da Madeira de cerca de cem mil euros.

    Além disso, o Instituto de Florestas e Conservação da Natureza tem a decorrer um procedimento para manutenção e recuperação de zonas de lazer, que se iniciará nos próximos dias. Manuel Filipe refere-se, por exemplo, a áreas com churrasco em Câmara de Lobos (Boca dos Namorados), nas serras de Santo António (Funchal) e em Santa Cruz (nos Terreiros, Boieiros e Poiso). Na descida para o Ribeiro Frio, se há quem se delicie com os bancos e mesas que foram ali erguidos pela Direção Regional de Estradas, outros há que vão passando o tempo a destruir o que foi feito. Na nossa ronda, verificámos que já há alguma destruição em mobiliário recentemente recuperado.

    Nos últimos três anos, o IFCN recuperou sete zonas de lazer num investimento de 500 mil euros. “Tem sido um esforço acrescido da parte do Governo em manter as zonas em causa, mas, em algumas situações, surgem dificuldades”, lamenta o presidente do Instituto de Florestas e Conservação da Natureza. Sobre os grafitis, torna-se ainda mais difícil identificar os autores. Manuel Filipe diz que os atos de vandalismo são praticados à noite, quando os mesmos estão encerrados. Recentemente, o Jardim das Madalenas foi alvo dessa ação criminosa mas o grafiti já está limpo. As paredes interiores do Jardim de Santa Luzia foram, igualmente, alvo de grafitis.

    Entretanto, na ronda que efetuámos num dia de temperaturas elevadíssimas, eram muitos aqueles que descansavam à sombra das árvores de grande porte que abundam no Montado do Pereiro. Apesar das péssimas condições de algum mobiliário, um facto é que aquele espaço continua a ser muito procurado para momentos de lazer, em família ou com amigos.

     Carla Ribeiro

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