Pelo PSD, Carlos Teles defendeu a possibilidade de alienação da Quinta de Nossa Senhora da Piedade, na Calheta, argumentando que a rentabilização de património público devoluto pode contribuir para a valorização do território e para o dinamismo económico local.
Durante o debate de um voto de protesto apresentado pelo JPP, o parlamentar sustentou que a recuperação e reutilização de imóveis abandonados ajuda a aumentar a oferta no mercado, a prevenir a degradação do património e a melhorar o enquadramento paisagístico das localidades.
Na sua intervenção, Carlos Teles acusou a oposição de adotar posições contraditórias relativamente à alienação de património público, recordando que a Câmara Municipal de Santa Cruz aprovou, em 2020, a venda de um imóvel municipal na Camacha, a antiga Escola dos Salgados. “Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. Mais uma vez, o que é verdade em Santa Cruz é mentira na Calheta”, afirmou.
O deputado social-democrata admitiu que, a título pessoal, preferiria a manutenção da Quinta da Piedade na esfera pública. No entanto, recordou que o imóvel foi expropriado em 2007 para a instalação de um centro de dia, processo que, segundo referiu, ficou condicionado por um litígio judicial com os antigos proprietários e que apenas este ano foi definitivamente resolvido.
O parlamentar garantiu que qualquer projeto futuro para a Quinta de Nossa Senhora da Piedade terá de respeitar integralmente as condicionantes patrimoniais e urbanísticas do imóvel, preservando as suas características arquitetónicas, históricas e culturais.