A sessão plenária desta quinta-feira da Assembleia Legislativa da Madeira iniciou-se com debate particularmente longo ainda no período antes da ordem do dia. Rubina Leal começou por elencar uma série de medidas e programas implementados pelo Governo Regional para fazer face a "fatores externos" como a pandemia, a guerra na Ucrânia e a "inflação galopante". Pelo meio, houve várias farpas para o Governo da República e reações por parte dos partidos da oposição, que apontaram
A deputada do PSD começou por realçar que, "numa região ultraperiférica e arquipelágica, os aspetos que não dependem dos órgãos de governo próprio são maiores do que noutros territórios".
"Nenhum governo pode prever estes acontecimentos, mas pode encontrar soluções para mitigar os efeitos", disse a social-democrata, apontando que esse é um dos "grandes méritos do Governo Regional, que a oposição teima em não reconhecer".
Rubina Leal considerou que "o Executivo madeirense soube adotar medidas de choque" e "inovadoras", colocando "vários programas no terreno". "Só assim tem sido possível a economia recuperar."
O tema da habitação também não faltou ao debate e as medidas do Governo de António Costa voltaram a ser contestadas pelo PSD.
"Não temos um logro como o programa de habitação a nível nacional. Com antecipação, criamos programas como o PRAHABITAR e Reequilibrar, que são pioneiros e inovadores", vincou a deputada.
Jaime Filipe Ramos, líder da bancada parlamentar do PSD sublinhou que o Governo Regional "está atento" e por isso é que a Madeira foi a região que mais baixou impostos.
"Se há Governo que desde a primeira hora esteve atento à realidade foi o Governo Regional da Madeira", rematou.
Seguiram-se nada menos do que 15 pedidos de esclarecimento - incluindo a intervenção de Jaime Filipe Ramos -, nove dos quais da parte de deputados de PS, JPP, e PCP. Ocasião que foi aproveitada para confrontar os partidos que suportam o Governo Regional com lacunas identificadas pela oposição.
Entre as várias intervenções, Rui Caetano (PS) questionou "por que razão continua a Madeira a ser a Região do país com maior risco de pobreza e com o menor poder de compra", além de mencionar os problemas com as listas de espera.
Ricardo Lume (PCP) desafiou o Executivo madeirense a colocar preços máximos para bens essenciais, de modo a evitar a especulação nos supermercados, e Élvio Sousa (JPP) lamentou que uma garrafa de gás continue a custar mais 13 euros na Madeira do que nos Açores.
Marco Milho