O PS Madeira manifestou-se, esta segunda-feira, contra o apoio do Governo Regional ao pacote laboral.
Célia Pessegueiro, líder do partido, diz-se, inclusivamente, “preocupada” em relação às alterações à legislação e alerta para o facto de as mesmas “potenciarem a precariedade e um retrocesso em relação a direitos conquistados pelos trabalhadores”.
Acompanhada por Emanuel Câmara, deputado socialista à Assembleia da República, reuniu-se com elemento a UGT-Madeira, para ouvir os receios que estão em cima da mesa. “O aumento da precariedade, com o alargamento dos contratos a prazo e a introdução de bancos de horas negociados individualmente, bem como a perda de poder negocial por parte dos trabalhadores”, são as principais preocupações.
Depois de alcançados alguns entendimentos, Célia Pessegueiro fala agora em retrocesso de direitos. “Um dos exemplos tem a ver com a falsa ideia de que a flexibilização é vantajosa para os trabalhadores jovens. Se flexibilidade é estar mais anos em contratos a prazo, nós não conseguimos entender em que é que isto é bom para os trabalhadores”, expressou a socialista.
Quanto ao apoio do Governo Regional a estas alterações à legislação laboral, disse que “o facto de Miguel Albuquerque defender intransigentemente esta proposta já deixa antever que o PSD/Madeira vai estar ao lado do Governo da República e quererá fazer aprovar este pacote laboral”.