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PS exige “maior aposta nos centros de saúde e nos cuidados continuados para aliviar caos nas urgências”

Data de publicação
26 Março 2026
12:30

A presidente do PS-Madeira exige ao Governo Regional “uma aposta efetiva ao nível dos centros de saúde e dos cuidados continuados, de modo a aliviar a pressão sobre o serviço de urgências do Hospital e garantir a prestação dos cuidados de saúde adequados aos doentes”.

Na conferência de imprensa que se realizou esta manhã, Célia Pessegueiro manifestou a sua preocupação “em relação à situação que se vive naquele serviço e que já levou a que, no espaço de apenas dois meses, os enfermeiros tenham apresentado declarações de escusa de responsabilidade. Este facto mostra bem o estado a que chegou a Saúde na Madeira, considerou a presidente dos socialistas madeirenses, expressando a sua solidariedade para com estes profissionais, que fazem tudo o que podem com as poucas condições de que dispõem”.

A presidente do PS-Madeira alertou “para os relatos frequentes dos profissionais sobre a falta de espaço para acolher os doentes, devido à acumulação de outros doentes nos corredores, quando deveriam estar a ser encaminhados para internamento ou para uma rede de cuidados continuados que continua a não dar resposta”.

Célia Pessegueiro mostrou também a sua preocupação “em relação ao facto de as ambulâncias ficarem retidas à porta das urgências a aguardarem que haja vagas para entregarem os doentes. Isto também põe em risco o serviço de socorro, porque uma ambulância que fica ali meia hora, uma hora, ou até mais, é uma ambulância que não está disponível para o socorro lá fora”, alertou.

A presidente do PS-M lembrou “que estes problemas já vêm sendo sinalizados há mais tempo, com testemunhos recorrentes da falta de condições dos profissionais para prestarem os cuidados de saúde adequados a doentes que chegam em situação de urgência”. “O sistema, quando falha, falha transversalmente”, afirmou Célia Pessegueiro, reforçando “a necessidade de os cuidados de saúde primários (centros de saúde) serem dotados dos recursos adequados para funcionarem devidamente, o que evitaria que uma parte significativa das situações, como gripes, evoluíssem e chegassem às urgências. Do mesmo modo, frisou, a rede de cuidados continuados tem de funcionar”.

A outro nível, e numa altura em que o Hospital Central e Universitário da Madeira se encontra em construção, devendo estar disponível depois de 2030, Célia Pessegueiro voltou a vincar que “o Governo Regional tem de fazer o planeamento atempado dos profissionais de saúde que serão necessários (médicos, enfermeiros e outros profissionais) e proceder à sua contratação, para garantir que seja dada a resposta adequada”.

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