O PPM Madeira condenou esta segunda-feira as declarações atribuídas ao secretário de Estado da Proteção Civil, considerando que as mesmas representam uma tentativa de limitar a liberdade de expressão dos bombeiros que denunciam falta de condições e problemas de organização no setor.
Em comunicado assinado pelo coordenador do partido na Região, Paulo Brito, o PPM afirma condenar “veementemente” as palavras do governante, acusando-o de querer impor uma “lei da rolha” aos profissionais que integram os corpos de bombeiros em Portugal.
O partido considera que as declarações constituem uma falta de respeito para com os bombeiros que “arriscam a sua vida a defender Portugal dos incêndios” e recorda situações em que operacionais perderam a vida em contexto de combate às chamas.
No mesmo comunicado, o PPM Madeira refere ter aguardado uma reação do ministro da Administração Interna que, no seu entender, deveria reprovar as declarações do membro do Governo.
A estrutura partidária aponta ainda críticas à coordenação dos meios de combate aos incêndios e ao funcionamento do sistema de comunicações SIRESP, sustentando que continuam a verificar-se falhas nos momentos mais críticos de emergência.
Segundo o partido, existem queixas de operacionais e comandantes relativamente à organização no terreno, defendendo que os bombeiros permanecem no combate aos incêndios durante longos períodos, muitas vezes em condições exigentes e com remunerações reduzidas.
A nota termina com um apelo à demissão do secretário de Estado da Proteção Civil. “O que o País precisa é de quem tome decisões sérias de forma a colocar um tampão nos incêndios e não na boca dos nossos Bombeiros”, afirma Paulo Brito.