No debate mensal com o Governo Regional, o líder do executivo madeirense, Miguel Albuquerque, ladeado pelos secretários Eduardo Jesus e Nuno Maciel, centrou, em 20 minutos, o seu discurso nas políticas relacionadas com a agricultura.
Miguel Albuquerque afirmou, no palanque, que o “POSEI tem de ser alargado às pescas e aos transportes”, defendendo o estreitar de laços com a UE neste âmbito e na defesa das regiões ultraperiféricas.
“O POSEI tem de ser mantido autonomamente, aumentado em valor e alargado o seu âmbito às Pescas e aos Transportes”, reforçou.
O líder do executivo madeirense referia as medidas extraordinárias de apoio à agricultura que aditou serem para manter.
“A recente aprovação, expressiva, em sede do Parlamento Europeu, de um relatório preliminar, que prevê financiamentos específicos para as RUP no próximo Quadro Financeiro Plurianual, e destaca a criação de uma dotação distinta e reforçada para o programa POSEI, é um bom sinal, embora sem força vinculativa, uma vez que será em sede de negociação do Conselho Europeu que tudo se clarificará, pelo que até lá, manteremos a pressão e reforçaremos a nossa capacidade de influência, contando para o efeito com o compromisso dos Estados-membros, em que se inserem as Regiões Ultraperiféricas”, elaborou.
Mais afirmou que continuam “a olhar para a pecuária como uma área de desenvolvimento económico”.
“Na última década, o valor da produção animal cresceu 120,8%, passando dos 14 milhões de euros, em 2015, para os 30 milhões de euros, em 2024, sendo o subsetor da avicultura, nas suas fileiras do ovo e do frango, o principal contribuinte para este bom desempenho. O apoio à vaca aleitante foi majorado em 25%, passando para os €250 ano, assim como foi criado um apoio de €300 à tonelada ao requeijão da Madeira, produzido com o leite regional, por ostentarem o estatuto de identificação geográfica protegida”.
Ao nível da viticultura, Miguel Albuquerque recordou que o Governo Regional aumentará este ano a ajuda para as castas Tinta Negra e Boal, dos 200 para os 255 €/tonelada.
Já para a Malvasia Fina haverá igualmente um reforço significativo, passando de 81€ para os 255€/tonelada.
“Com esta medida, queremos incentivar a plantação destas castas, importantes para o Vinho Madeira com Identificação Geográfica Protegida, cuja produção e comercialização se tem mantido estável nos últimos 5 anos, apesar da tendência mundial de acentuado decréscimo no consumo de vinho generoso”.
No Bordado Madeira e do Artesanato Regional, é objetivo “continuar a defender este produto que representa um dos mais importantes símbolos culturais e identitários da Região”.
“Além do Prémio de Valorização da Bordadeira de Casa, manteremos a ajuda a estas profissionais, contribuindo com 400 euros para os fatores de produção, e esperamos que até o fim do mandato este valor se situe nos 500 euros”.
“Registo com agrado que o Bordado da Madeira atingiu um desempenho positivo até ao passado mês de abril, tendo acumulado cerca de 173 mil euros ao nível da certificação, o que representa um crescimento de 26,7% face a 2025”, observou.