O presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos agradeceu esta tarde à embaixadora da Venezuela todo o apoio dado aos câmara-lobenses, que emigraram para aquele país da América Latina, desde os anos 60.
Pedro Coelho, que recebeu Mary Flores Mora nos Paços do Concelho, começou por agradecer a hospitalidade com que um grupo de autarcas foi recebido na Venezuela e disse que tem consciência de que "a comunidade portuguesa está bem integrada, continua a trabalhar, a desenvolver os seus negócios, a amar a terra que os viu nascer e também a terra que lhes dá o sustento todos os dias".
O autarca agradeceu mas também frisou que "a Venezuela não era hoje a terra que é, se não tivesse filhos de Câmara de Lobos", realçando o contributo de várias gerações de emigrantes do concelho, "pessoas humildes e trabalhadoras", que em terras de Simon Bolívar prosperaram nos setores da panificação, restauração e hotelaria. De igual modo reconheceu o quanto a economia madeirense beneficiou com as remessas dos seus emigrantes.
"É verdade que alguns têm regressado, mas mesmo esses que têm regressado, falam de uma forma carinhosa, amorosa, da Venezuela", afirmou Pedro Coelho.
Alinhando na diplomacia de paz que a embaixadora ontem defendeu no Funchal, o presidente da autarquia disse que "não serão as diferenças ideológicas num determinado momento" que irão acabar com a forte ligação entre a Madeira e a Venezuela.
"Agradeço o que possa fazer pelos filhos de Câmara de Lobos e também para nós um venezuelano que viva em Câmara de Lobos é de Câmara de Lobos. O importante é que ame a terra que escolheu para viver", afirmou.
Em português, a embaixadora respondeu a Pedro Coelho dizendo que depois de um "discurso sentido e verdadeiro", não haveria muito mais a dizer. Mary Flores Mora declarou-se determinada a fortalecer as relações entre os dois países e "com muito respeito e compromisso" pelo povo lusodescendente.
Iolanda Chaves