A Direção Concelhia do Funchal do Partido Comunista Português (PCP) defende a gratuitidade dos transportes públicos, a criação de passes mais baratos e medidas urgentes para combater o trânsito caótico na cidade.
O partido promoveu este sábado um encontro com militantes para debater os “graves problemas que afetam o quotidiano dos funchalenses”, com particular enfoque na mobilidade urbana.
Em comunicado, o PCP diz considerar que a circulação no Funchal “se tornou insustentável”, sobretudo nas horas de ponta e dias úteis, apontando a falta de investimento em transportes públicos e a ausência de uma estratégia municipal como principais causas do problema.
Entre as propostas apresentadas, o partido defende a criação de parques de estacionamento gratuitos na periferia e subúrbios da cidade, articulados com uma rede de mini-autocarros que assegure a ligação ao centro urbano.
O PCP propõe ainda a implementação de um sistema de transporte escolar municipal, com o objetivo de reduzir o tráfego junto às escolas e garantir deslocações mais seguras para os alunos.
No mesmo comunicado, a estrutura concelhia critica o aumento recente de 0,50 euros no preço dos passes, considerando que “não se justifica este aumento” e defendendo que os transportes públicos devem ser gratuitos, à semelhança do que, refere, já acontece em vários pontos do continente.
“O PCP reafirma o seu compromisso de continuar a lutar junto com a população para garantir a redução do preço dos parquímetros, a implementação do transporte escolar gratuito e uma rede pública que sirva quem trabalha e reside no Funchal”, lê-se ainda na nota.
O partido conclui sublinhando que os funchalenses “não são portugueses de segunda categoria” e promete continuar a defender “uma cidade mais justa e habitável”.