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PCP defende redução do horário de trabalho para 35 horas semanais

Data de publicação
29 Maio 2026
15:17

O PCP realizou ações de contacto com trabalhadores para defender a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais para todos os trabalhadores, bem como o combate à desregulação dos horários e a mobilização para a Greve Geral agendada para 3 de junho.

Numa ação política esta sexta-feira junto às instalações da Empresa Horários do Funchal, nos Viveiros, o dirigente do PCP Ricardo Lume afirmou que “não é aceitável que, com o desenvolvimento tecnológico alcançado e com o aumento da produtividade, continuem a existir, no século XXI, horários de trabalho do século passado”.

O dirigente comunista denunciou ainda a crescente desregulação dos horários de trabalho, considerando que esta realidade dificulta a conciliação entre a vida profissional, familiar e social dos trabalhadores.

Segundo Ricardo Lume, na Região Autónoma da Madeira já foram alcançados alguns avanços na redução do horário de trabalho em diferentes setores, mas as 35 horas semanais “continuam a ser uma miragem para a grande maioria dos trabalhadores madeirenses e porto-santenses”.

  • PCP defende redução do horário de trabalho para 35 horas semanais

O PCP critica também propostas de alteração à legislação laboral por parte do Governo da República PSD/CDS, alertando para a possibilidade de um trabalhador poder vir a realizar até 50 horas semanais através do chamado banco de horas.

O dirigente valorizou ainda a luta dos trabalhadores da Horários do Funchal pela redução do horário de trabalho semanal para as 35 horas, sublinhando que o compromisso assumido pelo Governo Regional permanece por cumprir.

O partido defende que a redução do horário de trabalho para 35 horas semanais deve abranger todos os trabalhadores da Região, tanto do setor público como do privado.

Perante o que considera falta de vontade política para concretizar esta reivindicação, o PCP apela à mobilização dos trabalhadores e à participação na Greve Geral de 3 de junho, defendendo que esta ação é essencial para “derrotar o chamado pacote laboral” e travar políticas de exploração.

Ricardo Lume conclui apelando à participação massiva dos trabalhadores, defendendo que “só com a luta dos trabalhadores será possível derrotar o pacote laboral, travar as políticas de exploração e empobrecimento e abrir caminho à valorização do trabalho e dos trabalhadores”.

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