Em 2025, registaram-se 1.716 partos de parturientes residentes na Região Autónoma da Madeira (RAM), representando uma diminuição de 58 partos face a 2024 (-3,3%). Verificou-se, assim, uma evolução contrária à registada a nível nacional (+3,7%). De referir que 31 dos partos foram gemelares, conforme dá conta a Direção Regional de Estatística, em informação veiculada hoje.
Os municípios que registaram a maior proporção de partos foram o Funchal (40,6%; 697 partos), seguido de Santa Cruz (17,3%; 297 partos), de Câmara de Lobos (16,8%; 289 partos) e de Machico (6,9%; 118 partos).
“Entre as nove regiões NUTS II, a RAM foi a única que apresentou uma variação negativa em relação ao ano precedente, em contraste com o aumento observado em todas as restantes regiões.
Destacam-se os acréscimos registados no Norte (+5,9%) e no Centro (+5,2%), bem como na Península de Setúbal e na Região Autónoma dos Açores (RAA), ambas com variações de +4,9%. Por sua vez, os menores aumentos ocorreram no Alentejo (+0,7%), na Grande Lisboa (+1,4%), no Algarve (+2,0%) e na região Oeste e Vale do Tejo (+2,8%).
Cerca de 99,0% dos partos ocorreram em estabelecimento hospitalar (1 699 partos). Os restantes ocorreram no domicílio (11 partos) ou noutros locais (6 partos).
No ano em referência, 78,4% dos partos foram de mães com idade entre os 25 e os 39 anos (1 345 partos), 13,5% de mães entre os 15 e os 24 anos (231) e 8,2% de mulheres com 40 ou mais anos (140).
A análise da série disponível (com início em 2003) evidencia, ao longo das últimas duas décadas, uma tendência de diminuição do número de partos de mulheres mais jovens (com menos de 20 anos) e, em contrapartida, um aumento da proporção de partos de mulheres com 35 ou mais anos.
Com efeito, em 2005, os partos de mães com menos de 20 anos representavam 5,5% do total, enquanto os de mulheres com 35 ou mais anos correspondiam a 20,3%.
Em 2025, estes valores passaram para 1,5% e 32,5%, respetivamente. Refira-se ainda que a proporção de partos de mães com 40 ou mais anos duplicou no mesmo período, passando de 4,2%, em 2005, para 8,2%, em 2025.
De notar que 94,1% das gravidezes com duração conhecida decorreram entre as 37 e as 41 semanas, enquanto 5,8% corresponderam a gestações com menos de 37 semanas. Assinale-se ainda que, em três partos, a duração da gravidez situou-se entre as 22 e as 27 semanas.
Os dados agora disponibilizados são parte integrante da publicação “Estatísticas da Saúde da RAM 2025”, cuja edição completa será divulgada no 1.º trimestre de 2027, divulga a DREM.