A presidente da Assembleia Legislativa da Madeira aproveitou o encerramento da sessão do Parlamento na Comunidade, hoje em Câmara de Lobos, para reforçar a importância de ouvir as regiões autónomas e o poder local nos processos de decisão, concordando com preocupações levantadas durante o debate.
Numa referência à intervenção do presidente da Câmara de Câmara de Lobos, Celso Bettencourt, Rubina Leal considerou um “absurdo” que as associações representativas dos municípios e das freguesias assumam um papel de meros observadores em matérias que lhes dizem diretamente respeito, nomeadamente na revisão das leis das finanças locais. A responsável defendeu que tanto as regiões autónomas como o poder local assentam no mesmo princípio: a proximidade às populações e a capacidade de encontrar respostas para os seus problemas.
No balanço da sessão, a presidente da Assembleia destacou ainda temas como a transferência de competências, a saúde, os transportes aéreos e a revisão da Lei das Finanças Regionais, sublinhando que o combate ao centralismo continua a ser um desafio permanente. Rubina Leal mostrou-se também recetiva à proposta de voltar a assinalar a questão da extinção da colónia, evocada por António Rocha, e garantiu que preocupações relacionadas com setores tradicionais, como o vinho Madeira e o bordado, continuarão a merecer atenção.
A responsável encerrou a iniciativa manifestando satisfação pela forte participação registada, embora tenha admitido que gostaria de ver ainda mais jovens envolvidos nestes debates sobre o futuro da autonomia.