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Parlamento na Comunidade: António Rocha destaca percurso autonómico e questiona revisão da Lei de Finanças Regionais

Data de publicação
05 Junho 2026
11:14

A 7.ª edição do Parlamento na Comunidade, iniciativa do JM e ALRAM, está hoje no concelho de Câmara de Lobos, cuja sessão acontece no Museu de Imprensa da Madeira.

António Rocha, ex deputado à Assembleia Regional, bancário de profissão, é convidado de hoje que centrou a sua declaração política no desenvolvimento social de Câmara de Lobos.

O antigo deputado destacou a natureza evolutiva e, ao mesmo tempo, inacabada do processo autonómico, sublinhando “alguns marcos de um percurso histórico tumultuoso e que para além de nós muito perdurará”.

Porém, alertou que este processo se “manterá dinâmico, mas inacabado.” O antigo deputado enquadrou ainda o debate na perspetiva das chamadas “ilhas adjacentes”.

“O processo continuará a ser por natureza permanentemente reivindicativo”, começou por alinhavar António Rocha.

Ao longo da sua intervenção, considerou o percurso autonómico “árduo”, mas fundamental para a compreensão do presente e a projeção do futuro da Região Autónoma da Madeira.

António Rocha recuou ainda ao contexto histórico inicial, lembrando as limitações de recursos e o que descreveu como uma pressão centralizadora: “Eram bem parcos os recursos”, recordando “opressão centralizadora” e disse que como em todos os concelhos Câmara de Lobos desenvolveu-se nos anos que se seguiram à constituição portuguesa e elencou a construção de empreendimentos habitacionais e não só que “mudaram o panorama social da Madeira”.

Na sua intervenção, destacou também o papel da educação no processo de transformação social, criticando práticas do passado e sublinhando a evolução verificada nas últimas décadas.

“Como a população ter sido subtilmente orientada durante anos no sentido de que a 4.ª classe era a escolaridade que necessitavam”, sublinhando a forte aposta na educação durante estes anos “como ferramenta essencial para recuperar do atraso endémico”.

Vincou ainda aquilo que considerou ser uma das conquistas mais marcantes do percurso regional.

“A mais marcante conquista foi a abolição do regime de colonia”.

No final da sua intervenção, deixou ainda uma interrogação dirigida ao futuro do enquadramento financeiro da Região Autónoma da Madeira, questionando para quando a revisão da Lei de Finanças Regionais.

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