"Miguel Albuquerque está enganado, os ambientalistas, não estão contra o desenvolvimento da economia, mas ao contrário do Miguel sabem que a economia não é o alfa e o ómega da vida - mas sim as pessoas, os ecossistemas - a vida num todo", aponta o PAN-Madeira, num comunicado enviado à redação.
"O que Miguel Albuquerque pode decidir hoje é se vamos continuar a destruir a Laurissilva, ou vamos recupera-la; se vamos continuar a sujar o oceano ou se o vamos limpar, se vamos cuidar das pessoas ou dos negócios, se vamos proporcionar saúde de qualidade ou vamos deixar andar, se vamos apoiar os jovens ou afunda-los no desespero", reforça.
O PAN afirma não compreender a razão pela qual os plásticos de uma única utilização ainda não foram banidos na região. O partido diz entender que o plástico desempenha um papel útil na economia e tem aplicações essenciais em muitos setores. Porém, "a sua utilização em aplicações de curta duração que não são concebidas para serem reutilizadas ou recicladas torna-o ineficientes e lineares", aponta.
O PAN-Madeira refere ainda que Susana Prada, secretária regional de Ambiente, "devia saber que ‘na União Europeia, 80 % a 85 % do lixo marinho é constituído por plástico, sendo que os artigos de plástico de utilização única representam 50 % e os artigos relacionados com a pesca representam 27 % do total. Estes produtos representam assim um problema grave no âmbito do lixo marinho, acarretando um sério risco para os ecossistemas marinhos, a biodiversidade e a saúde humana, e causando prejuízos a atividades como o turismo, as pescas e o transporte marítimo’, segundo "dados da Agência Portuguesa do Ambiente", diz o partido.
"A defesa do meio ambiente não é de direita nem de esquerda, não é uma moda, mas sim um desígnio de todas as pessoas de bem e socialmente comprometidas com o futuro, com a vida dos nossos filhos e netos", refere Joaquim José Sousa, porta-voz do PAN Madeira.
Nesse sentido, o PAN coloca as seguintes questões: "Num mundo em acelerada transição digital porque é que o governo insiste em circuitos burocráticos que consomem anualmente toneladas de papel?"; "Porque é que em vez de alocar os fundos do PRR à construção civil e em publicidade o governo regional, não aplica uma parte da verba no apoio à transição energética nas casas dos madeirenses e dos porto-santenses?".
O partido propõe, deste modo, reduzir até 2030 60% do papel utilizado na administração pública; aumentar até 2030 80% das casas e empresas na região com saneamento básico; ter até 2030 toda a Frota dos Horários do Funchal movida a hidrogênio; apostar na mobilidade suave para reduzir o número de carros nas cidades; lançar o concurso do metro de superfície (Metro bus) entre o Porto do Funchal e Câmara de Lobos; banir os plásticos de toda a Administração Pública; apoiar a agricultura sustentável; e não permitir que navios de cruzeiro que não tenham práticas ecológicas aportem na Madeira.
O PAN considera fundamental que o Governo Regional e os diferentes municípios implementem uma estratégia local/ regional para que as águas sujas não cheguem aos oceanos sem tratamento adequado E que a Madeira e o Porto Santo sejam ilhas verdes energeticamente autossustentáveis.
Com estas propostas, o PAN sublinha a importância da preservação da biodiversidade e da proteção dos oceanos, pois é preciso ir mais além nas políticas públicas para preservar o oceano da poluição dos plásticos e dos microplásticos.