No debate das propostas apresentadas pelas diferentes escolas, no âmbito do Parlamento dos Jovens, que debate a saúde mental, nas questões colocadas relativamente às propostas da escola básica e secundária de Santa Cruz, foram levantadas dúvidas sobre o financiamento.
Os deputados inscritos de outras escolas questionaram Santa Cruz sobre os meios financeiros para a criação de campanhas nacionais com os Ministérios de Educação e de Saúde e para a criação de espaços/ambientes saudáveis para jovens.
O grupo parlamentar da escola preponente respondeu com uma questão: "O nosso país gasta milhões para a TAP, mas não há dinheiro para a saúde mental?"
À escola do Caniçal, que propõe uma medida em que o aluno pode recorrer a um serviço de apoio mantendo o seu anonimato, deputados de outras escolas perguntaram sobre se tal situação não iria promover o estigma e o tabu.
Em resposta, a escola entende que não, já que há muita vergonha dos jovens com problemas de saúde mental em falar e, com medo de serem apontados pelo dedo pelos colegas.
Foi explicado que, muitas vezes, os psicólogos das escolas estão ocupados com outras tarefas e não atendem logo um jovem que esteja a precisar de apoio profissional.
Paula Abreu