O presidente da Câmara do Porto Santo pede que "haja coragem" do Governo da República para "deitar abaixo" o atual caderno de encargos relativo à concessão da ligação aérea Porto Santo/Funchal.
Em declarações ao JM, depois de ter sido hoje publicada em diário da República, a quarta prorrogação do contrato com a companhia espanhola Binter, Nuno Batista começou por apontar que, na anterior, foi um dia antes do final do prazo e que, na agora publicada, o Estado publicou a prorrogação a dois dias do término.
Depois de considerar que o próprio ministro das Infraestruturas deveria se justificar com esta situação, uma vez que, em junho quando esteve na ilha dourada, "garantiu que o concurso estava resolvido", Nuno Batista entende que já que o contrato foi prorrogado, "esta seria uma excelente oportunidade para o governo "deitar abaixo o caderno de encargos" e fazer um novo concurso que corresponda às recomendações da autarquia, do governo regional e do parlamento madeirense.
O autarca entende que a concessão da linha deve atender às necessidades dos porto-santenses principalmente, olhando também para os universitários, os residentes que precisam de viajar por motivos de doença, os atletas, entre outros casos. Havendo um novo caderno de encargos, poderiam ser incluídas medidas como o balcão da companhia aérea no Porto Santo, o bilhete corrido e "podíamos nos sentar para definir um tempo maior de vigência do contrato.
"Se o caderno tivesse sido com as recomendações do Porto Santo e da Assembleia Legislativa, o ministro não passaria por mentiroso, que é o que acontece", acusou o autarca.
"Temo que, no fim de todas estas prorrogações, ainda teremos um contrato com uma companhia que não cumpre as necessidades dos porto-santenses", expressou ainda.
Paula Abreu